A Loucura Não é Contagiosa [História de Terror]

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A televisão ligada na sala fala sobre política e eu não entendo disso e nem me interesso.

Sentado à mesa da cozinha, de castigo por não ter feito a lição de casa por semanas, escuto as lágrimas da minha mãe.

Ela corta alguma carne com sua enorme faca de cozinha e a cada descida da faca um barulho de um pedaço de osso se fragmentando

À minha frente, o exercício de matemática que eu absolutamente não sei resolver.

Ela está muito triste, nunca antes fora chamada na escola por minha causa, mas minha preguiça em fazer a lição a levou até lá.

Minha mãe continua chorando e, de repente, entre os soluços, escuto uma risada.

Estranho, mas continuo tentando fazer minha lição. Quebro a cabeça com exercícios que todos acham fácil, mas não me entram.

As risadas aumentam e se tornam uma gargalhada.

Ignoro, sei que ela deve estar muito chateada com o que fiz, afinal descobriu que seu filho perfeito é um vagabundo preguiçoso, só não imagino o que a leva a rir assim.

Logo as risadas se tornam como um uivo continuo e um arrepio de medo percorre minha coluna. Afasto a cadeira e vou devagar até atrás dela.

– Mãe?

A pessoa que se vira e olha para mim não é minha mãe, apesar de ser ela. O rosto contorcido, lavado em lágrimas, tem um sorriso insano e o que restou de sua mão esquerda, está completamente sem dedos em cima da pia, cortados e ensanguentados junto com a carne para cozinhar.

– A janta está quase pronta! – uiva minha mãe.

Eu só consigo gritar enquanto ela vem em minha direção.

A televisão ligada na sala fala sobre pessoas atacadas por um tipo de vírus, que se mutilam publicamente com um sorriso no rosto.

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Não escuto mais, não precisarei mais fazer a lição.

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