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A Monstruosidade

por Mundo Sombrio
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Sozinha em casa, Lívia lia no celular enquanto tentava pegar no sono. Ela costumava deixar uma luminária acesa, com uma luz bem fraquinha, mas a iluminação que vinha do celular parecia deixar o quarto todo no escuro quando ela focava no aparelho

Uma divertida história de romance antes de dormir e ela certamente teria um sonho com seu crush. Ela estava justo na parte que o casal andava pela praia, ele sem camisa e ela com os pés descalços, segurando as sandálias com uma das mãos quando pensou ter sentido algo.

Lívia virou rapidamente o rosto para o lado da cama onde ficavam seus pés. Sentiu um desconforto, o tempo estava mais frio que o habitual. Talvez, ela pensou, tenha sido só um movimento involuntário. Então, puxou seus pés para dentro das cobertas e voltou para sua leitura.

O casal estava se beijando com a maré baixa batendo nos calcanhares, quando sentiu novamente um frio nos pés. Ela olhou e seu pé estava de novo para fora. Dessa vez ela arrepiou-se. Sentou na cama e olhou ao redor do quarto. Não havia nada nem ninguém, óbvio.

Então, algo passou por baixo da cama, pelo menos sentiu algo passando. De repente seu colchão foi empurrado com força para cima. Ela gritou e se cobriu.

O gesto foi automático, ela jogou as cobertas para cima de modo que quando caísse sobre ela, cobrisse todo seu corpo de uma vez, mas assim que o tecido se assentou, a luz do celular mostrou que Lívia não estava sozinha debaixo dos lençóis. Uma carranca preta, derramando sangue pelos olhos, nariz, ouvidos e boca sorria para ela com dentes podres. O lugar onde deviam estar os olhos eram dois espaços vazios e profundos.

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Lívia gritou alto, o mais alto em toda sua vida, seus ouvidos estalaram, sua mandíbula abriu mais que o máximo, sua boca se rasgou alguns milímetros e seus olhos jorraram lágrimas. Toda a superfície do seu corpo estava arrepiada.

A monstruosidade gritou junto com ela, era uma mistura de choro de gato com rugido de leão. Ele ergueu uma mão com textura de carvão e abriu a boca para falar, cuspindo sangue e exalando um forte cheiro de podridão.

— Hoje a noite criança, você não terá um sonho — ele continuava sorrindo.

— Será um pesadelo, eu sou seu pesadelo. Só achei que você já estaria dormindo.

Lívia fechou fortemente os olhos. O fedor de carniça passou aos poucos, ela voltou a abrir os olhos, com medo de encontrar a monstruosidade ali na sua frente, mas tudo estava normal. Ela saiu correndo, deixou sua casa e foi para a amiga mais próxima. Mal sabia ela, que a onde fosse a monstruosidade tinha a função de acompanhá-la e causar pesadelos.

Por: Autor Desconhecido (Assim que descoberto e provado, os créditos serão dados ao autor do mesmo)

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