Amaldiçoados [História de Terror]

amaldiçoados história de terror
Tem pessoas que parecem ter sido marcadas por alguma espécie de maldição. Hoje sei que sou uma delas e vou contar como descobri isso.

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Meu nome é Bianca, estava no 1º ano do ensino médio, nunca gostei muito de ir à escola, não porque não gosto de estudar, mas porque nunca tive muitos amigos. Na realidade só tinha uma amiga, a Estela. A maioria das vezes que fui a escola é porque ela ia até em casa me buscar.

Enfim, neste dia havia um motivo a mais para faltar da escola, estava ensaiando uma chuva daquelas, mas diante da insistência de Estela acabei indo.

Era por volta das 16h quando começou a chover bem forte, estava no meio da aula de história, conclusão, perfeito para dar um cochilo, e foi o que fiz.

Dormi bem pesado, só acordei por causa do barulho dos trovões. Quando olho para os lados vejo que as luzes estavam apagadas, muito provavelmente por causa de uma queda de energia provocada pela forte chuva. Não vi nenhum aluno, com certeza saíram todos correndo e se atropelando, como geralmente acontece quando acaba a energia na escola e todos são dispensados.

Escutei o que parecia ser barulho de alguns alunos ainda saindo da escola e de portão batendo. Arrumei meu material e saí de pressa da sala, não tinha mais nenhum aluno no corredor e estava realmente muito escuro. Continuei caminhando até que escutei um barulho vindo do fundo do corredor, mas não consegui ver o que era porque estava muito escuro. Perguntei se tinha alguém ali, mas não tive resposta, quando de repente um forte relâmpago iluminou brevemente o corredor e assim pude ver rapidamente quem ou o que estava ali. Eu tentei, mas não consegui identificar o que era aquilo, era alto(a), magro(a), parecia ter mãos enormes, pernas finas e cumpridas, cabelos longos que cobriam parte do rosto, parecia estar usando o uniforme escolar, mas estava todo sujo de sangue. Era horrível e assustador, andava de maneira torta, não emitia som algum, mas de alguma forma eu consegui ouvir claramente sua respiração.

Fiquei horrorizada, saí correndo para o portão, mas já estava fechado, bati o cadeado no portão, gritei por alguém, mas nada. Corri para o outro portão, mas também estava trancado, olhei para traz e vi aquela criatura ainda me seguindo, parecia andar mais rápido agora. Então corri para as escadas, subi o mais rápido que pude, dei ainda mais uma olhada para traz e vi que aquela coisa estava subindo rapidamente de maneira encurvada com as mãos no chão.

Entrei na ultima sala do corredor e como a porta não tinha tranca, empurrei algumas mesas na frente da porta e fiquei embaixo de umas mesas no canto da sala, torcendo para aquela coisa ter desistido da ideia de me seguir. Ainda peguei meu celular na tentativa de pedir ajuda, mas estava sem sinal.

Passaram alguns minutos e estava tudo muito quieto, não escutava barulho algum, talvez fosse a hora de sair e procurar ajuda, mas antes que me levantasse a porta abriu com tudo, levei um susto enorme e soltei um grito, as carteiras que coloquei na frente da porta voaram para longe como se fossem de brinquedo, imediatamente aquela coisa correu em minha direção e foi tirando carteira por carteira de sua frente quase sem encostar nelas, até chegar em mim numa fração de segundos. Tentei sair de baixo da mesa e correr, mas a coisa me pegou pela perna e me puxou, senti minha perna queimar. Tentei me soltar, me debati, mas foi em vão, eu tinha sido pega, não dava mais para fugir, estava totalmente a mercê daquilo, pude ver seus olhos negros, parecia ser uma garota. Gritei por socorro o máximo que pude, implorei para que não fizesse nada comigo, mas não adiantou. Senti suas unhas enormes entrarem devagarinho em mina barriga e rasgarem meus ventres, lembro-me do gosto de sangue que veio em minha garganta e da dor insuportável que senti e então tudo escureceu.

Logo em seguida sinto alguém me cutucando e me chamando, abro os olhos toda assustada, ainda gritando e vejo Estela do meu lado me acudindo e perguntando se estava tudo bem. Não respondi nada, não sabia bem o que estava acontecendo, será que tudo aquilo foi só um sonho?

Lembro que Estela ainda me perguntou de maneira sarcástica:

– E aí já bateu o sinal sua dorminhoca, vai pra casa ou vai dormir na escola hoje?

Não respondi nada, apenas guardei o meu material e levantei. Ao que parece eu tinha sonhado tudo aquilo, mas estranhamente tudo tinha parecido muito real.

Estela como sempre, foi me acompanhando até em casa. Durante o caminho fui me convencendo que tudo realmente não tinha passado de um pesadelo. Quando chegamos na porta da minha casa, Estela deixou cair uma garrafinha pet de água que estava carregando. Quando se abaixou pra pegar ficou surpresa com que viu e perguntou:

– Nossa o que foi isso na sua perna Bianca?

Quando olhei vi uma marca de queimadura horrível em formato de uma mão enorme na minha perna. Imediatamente me lembrei do momento em que aquela garota monstruosa me segurou pela perna durante meu “sonho”, ou melhor durante aquilo que pensei ser um sonho. Não respondi nada e entrei correndo para casa.

Até hoje não sei explicar o que aconteceu, mas depois daquele dia, sempre que sentia minha marca na perna queimar, eu via aquela garota de novo na escola, sempre na escola. As vezes no meio da multidão, ou sentada no chão no fundo da sala, ou mesmo no banheiro. Nunca entendi porque só eu a via.

Contei para meus pais, mas ninguém levou a sério, achavam que era pra chamar a atenção. Continuei vendo aquela garota até meu ultimo ano do ensino médio.

Já se passaram muitos anos e hoje entendo muito mais sobre mim e o porquê de aquilo ter acontecido. Nunca mais vi aquela garota e nem tenho mais a marca na minha perna, como consegui isso? Fica para uma próxima história.

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