Cereja [História de Terror]

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Em “Cereja”, uma menina prestes a fazer 15 anos, consegue realizar o sonho de fazer a festa perfeita junto à sua mãe e seus amigos. Mas algo inacreditável virá à tona por culpa de gerações passadas.


Ana queria que sua festa de 15 anos fosse na praia. Sua mãe, que tudo fazia por ela, atendeu seu pedido. Por meses a debutante sonhou com sua festa. Desenhou o próprio vestido, pensou na maquiagem; algo que destacasse seus olhos castanhos e lábios cor de cereja. Selecionou as músicas, os convidados… Ficou por dentro de tudo que aconteceria. Ana e a mãe, prepararam uma festa grandiosa, para muitos convidados.

Mesmo sendo uma grande festa, ainda faltava uma coisa, ou melhor, alguém. O pai de Ana havia falecido há dez anos, logo depois da festa de cinco aninhos de sua filha. Tudo indicava que ele havia sido assassinado.
Com o pai, Ana aprendeu a amar a natureza e as coisas simples do cotidiano e como apreciar a lua. Toda noite, antes de dormir, Ana passava bons minutos contemplando o céu e conversando com as estrelas. Foi seu pai quem ensinou isso à ela.

Horas antes da festa, Ana não se sentiu bem. Sentiu sua pele formigar, pensou que podia ser alguma alergia. Tomou um remédio e descansou, pois em poucas horas sua grande festa aconteceria.

Próximo à hora marcada para o início da festa, os convidados começaram a chegar. Ana e sua mãe estavam na recepção. Tudo muito elegante e organizado, melhor do que Ana havia imaginado, exceto pelo tempo nublado. As nuvens cobriam a beleza do luar, o que frustrou a debutante, a princípio.

Enquanto os convidados se serviam no buffet, Ana sentiu aquela sensação de horas atrás, pele formigando, dor de cabeça, corpo fraco. Quase não conseguia ficar em pé.

Sem que ninguém percebesse, tomou outro banho para aliviar a sensação de calor. Ao pentear os cabelos, percebeu que eles estavam caindo em grande quantidade, em tufos, melhor dizendo. Desesperada, mandou uma mensagem para sua melhor amiga, que já havia notado a ausência da aniversariante na festa.

Ao chegar no quarto de Ana, Júlia, a amiga, viu os cabelos espalhados pelo chão. Seguiu a trilha de cabelos até chegar no banheiro, onde viu Ana chorando. Ao notar a presença da amiga, Ana chorou ainda mais. Suas mãos estavam cobertas de sangue, pois as unhas também tinham caído.

Sem saber o que fazer, Júlia abraçou sua melhor amiga. Um abraço apertado de duas garotas que se conhecem há anos. Sentindo o calor do abraço, Ana, sem pensar e exitar, mordeu o pescoço de Júlia, que ao tentar fugir foi morta pela amiga. Ana, possuída por algo maior que ela, dilacerou sua amiga.

Minutos depois, os convidados perguntavam pela aniversariante e sua amiga. Ana limpou seu corpo e colocou uma peruca, que usaria durante uma dança com suas amigas.

Novamente na festa, Ana tentou agir normalmente, mas os corações dos convidados batiam forte demais.

Quando uma música romântica iniciou, Murilo, sua paixão, a convidou para dançar. Esquecendo de tudo que aconteceu há poucos minutos, Ana aceitou.

Enquanto dançavam, as nuvens se dissiparam. O luar, tão desejado por Ana estava à vista. Todos podiam ver a debutante dançar com a lua iluminando o casal. Nesse momento, Ana fechou os olhos e sentiu a presença de seu pai. Lembrou das noites de lua cheia que contemplava ao lado dele, mas por algum motivo ele não podia ver por completo.

De dentro da casa, um grito gutural atravessou a dança. Era uma das amigas de Ana, que acabara de ver o corpo de Júlia em pedaços. Os convidados se desesperaram e correram para ver o que estava acontecendo.

Ana, permaneceu abraçada com seu futuro namorado, e logo percebeu que ele não mais retribuía o abraço. A força do abraço de Ana esmagou o corpo do rapaz. Seu ossos foram destruídos. Ana abraçava apenas um corpo.

Amedrontada com tudo que estava acontecendo, Ana começou a chorar e viu sua mãe, a poucos metros de distância também chorando, pois viu que a filha se tornou aquilo que mais temia, um monstro, tal qual seu marido foi.
O brilho da lua era cada vez mais intenso e quanto mais Ana era exposta à lua, mais se transformava.

Quando alguns convidados saíram da casa, viram o que Ana se tornou. Em prantos, a mãe de Ana pediu que a garota fugisse. Ana estava com medo. Pra onde iria? É apenas uma adolescente. Mas seu corpo havia mudado. Ao tentar pedir socorro, a voz da debutante não saiu. Parecia a voz de um demônio, e de certa forma era.

Quem estava presente, se sentiu ameaçado, pois sabia que poderia ser a próxima vítima. Ana, agora monstro, mais alta, mais forte e mais ágil do que qualquer um naquele lugar, deu cinco passos tentando correr, e percebeu que esses cinco passos a colocaram centenas de metros longe da festa, sua tão sonhada festa.

Em noites de lua cheia, Ana continua sendo esse monstro. Nos outros dias, se esconde na casa de sua mãe, para ser cuidada e alimentada, pois para a sua mãe, ela ainda é a garota delicada, de olhos castanhos e lábios cor de cereja.

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História de Terror: Cereja
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