Cuidado Com Filmes de Terror [História de Terror]

Cuidado Com Filmes de Terror história de terror
A história que vou contar, aconteceu em Santa Isabel na Grande São Paulo há alguns anos, ou pelo menos é o que contam muitos que moram por lá.

Compartilhe esse post

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no tumblr

Beatriz (17 anos) morava com sua mãe (40 anos) e com seu irmãozinho Lucas (11 anos). Seu pai havia falecido há dois anos vítima de um acidente de trabalho e a indenização recebida pela família, permitiu que tivessem uma vida confortável.

Era sexta-feira 13 e Beatriz teve a brilhante ideia de chamar três colegas de sua turma para irem à sua casa curtir uma noite de filmes de terror com pipoca. Mas precisaria convencer sua mãe:

— Vai mãe por favor deixa.

— Ah! Não sei não Bia, não estou afim de ficar limpando bagunça de ninguém. Além do mais, eu e seu irmão estaremos dormindo e não queremos ficar acordando com o barulho de vocês.

— Ô mãe! Prometo que limpo tudo quando forem embora e ficaremos bem quietinhos.

Diante dos argumentos e da insistência da sua filha, a mãe, enfim, aceita.

— Está bem, mas se eu escutar um pio ou se achar uma pipoca sequer no chão, você vai ficar sem mesada.

Imediatamente a menina correu e mandou mensagens para os amigos dizendo que a casa estava liberada.

Lá por volta das 22h, começaram a chegar os amigos da menina. Primeiro foi Renata, que trouxe consigo alguns pedaços de torta que ela mesma havia feito. Em seguida, chegaram juntos Gustavo e Pedro, trazendo refrigerantes.

Depois de tê-los cumprimentado, Luciana já estava pronta para dormir. Deu boa noite a todos e foi subindo para seu quarto, mas foi segura pela roupa por Lucas que, choramingando, falou para sua mãe:

— Mãe me deixa ficar para assistir também?

Beatriz ouvindo o pedido que seu irmão estava fazendo, imediatamente disse:

— Nada disso! Não queremos ser babá de nenhum pirralho esta noite. Além do mais os filmes de terror que assistiremos não são para sua idade.

— Mãe, fala pra ela deixar eu assistir com eles!

— Lucas, sua irmã está certa. Já está ficando tarde e você não tem idade para ver esses filmes de terror. Amanhã nós dois assistiremos um outro filme. Agora vá deitar.

Lucas fechou a cara e saiu resmungando:

— Eu odeio filmes de terror.

O clima estava perfeito: estava chovendo, era sexta-feira 13 e o filme de terror estava ótimo. Lá por volta de 1h da manhã, as luzes se apagaram, muito provavelmente por causa dos raios e trovões.

Pedro, que gostava de bancar o corajoso, logo se prontificou a ir na área de serviço dar uma olhada nos disjuntores. Beatriz pegou algumas lanternas que estavam sobre uma escrivaninha e distribuiu entre eles. Enquanto Pedro ia para a área de serviço, os demais ficaram aguardando na sala.

Foi quando Beatriz escutou um barulho estranho que vinha de um dos quartos de cima. Era como se algo ou alguém tivesse caído no chão.

Beatriz subiu rapidamente até o quarto de sua mãe seguida por Renata e Gustavo. Ela estava preocupada, mas não queria acordar a mãe desnecessariamente, por isso abriu a porta vagarosamente, tentando iluminar o quarto sem acordar a mãe, mas pouco conseguia ver. Então, ela decidiu abrir um pouco mais a porta. Assim que iluminou o chão, viu uma poça enorme de sangue e, logo adiante, encontrou sua mãe caída ao chão. Entrou correndo para acudir a mãe que estava morta com a garganta cortada. Desesperada, Beatriz começou a chorar e a chamar por sua mãe sacudindo-a em vão.

Seus colegas não podiam acreditar no que estava acontecendo, tentaram acalma-la, mas era impossível, Beatriz estava inconsolável.

Renata pegou o celular e começou a ligar para a polícia pois, quem quer que tivesse feito aquilo, poderia ainda estar na casa. Gustavo estranhou a demora de Pedro e desceu para ver o que tinha acontecido. Quando chegou na área de serviço viu a caixa de disjuntores aberta e, quando iluminou-a com a lanterna, pode ver que os fios estavam cortados, ou seja, a queda de energia não foi coincidência ou obra de um raio. Lhe percorreu um frio na espinha. Ao iluminar a área de serviço com mais cuidado, viu uma enorme poça de sangue e, logo mais adiante, Pedro jogado ao chão parecendo estar morto. Ele correu para ver se ainda podia fazer algo, mas já era tarde, pois o rapaz também estava com a garganta cortada. Antes que se levantasse, recebeu um forte golpe na cabeça com algo pesado que o deixou quase inconsciente. Pôde ver de maneira embaçada alguém se aproximar e lhe cortar a garganta.

Lá em cima, no quarto de Luciana, Renata tentou tirar Beatriz – que ainda estava inconsolável – de cima do corpo de sua mãe e leva-la para fora da casa, até porque com certeza, ali não era mais seguro. Quando desceram as escadas, Beatriz, ainda se recuperando do estado de choque, lembrou de seu irmão e que ele talvez estivesse correndo perigo também. Imediatamente, pediu que Renata a esperasse na sala pois precisava buscar seu irmão.

Subiu as escadas chamando por seu irmão e, ao entrar no quarto do garoto, iluminou em todos os cantos, mas não o encontrou. Olhou embaixo da cama, mas ele também não estava lá. Então pensou que, de repente, Lucas poderia ter se escondido dentro do guarda-roupas, mas também não o encontrou lá. Um monte de coisas se passaram pela cabeça da moça. Teria alguém sequestrado Lucas ou ele teria saído correndo pra fora da casa?

Beatriz desceu as escadas chamando Renata para ajuda-la a achar o seu irmão sumido mas, ao descer, encontrou a amiga caída sobre uma enorme poça de sangue e, ao aproximar-se, constatou que ela estava com a garganta cortada. Beatriz ficou totalmente desesperada. Gritou por Pedro e Gustavo, mas não obteve respostas. Tentou sair da casa pela porta da sala, mas estava trancada. Correu para a porta dos fundos, mas também estava trancada. Ficou ainda mais desesperada, pois não restava dúvidas de que o assassino ainda estava dentro da casa.

Tudo que conseguiu pensar naquele momento foi em fugir pela janela, só que esta tinha duas grades de alumínio. Então, Beatriz pegou uma estatueta de mármore que tinha numa cômoda e começou a bater nas grades até entorta-las um pouco. Quando achou que já era suficiente, tentou passar entre elas. Começou pela cabeça, braços e ombros, quando chegou no quadril, começou a ter dificuldades. Com muito esforço, a moça que já estava quase saindo, viu bem à sua frente, alguém com uma capa de chuva amarela que, embora estivesse molhada, dava para ver que estava cheia de sangue. Esse alguém chegou bem perto, segurando uma faca na mão direita, segurou a moça pelos cabelos e encostou a lâmina molhada e fria no pescoço de Beatriz. Foi quando ela pôde ver que, aquela pessoa no meio da chuva, com capa amarela e uma faca a mão, tratava-se de seu irmão Lucas que, antes de lhe cortar a garganta, disse baixinho em seu ouvido:

— Eu odeio filmes de terror.

Alguns minutos depois, a polícia chegou e encontrou cinco corpos com as gargantas dilaceradas. Não acharam Lucas, mas pelas pegadas e vestígios, concluíram que o assassino só poderia ter sido o próprio menino.

Encontraram a arma do crime e uma escrita com sangue na tela da TV da sala que dizia:

“Eu odeio filmes de terror”.

O paradeiro de Lucas ainda é desconhecido, assim como os reais motivos que o teriam levado a fazer tal coisa e, por isso, até hoje as pessoas da cidade evitam assistir filmes de terror.

Deixe um Comentário

Pesquisa