Enfeites de Halloween [História de Terror]

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Enfeites de Halloween é uma história de terror sobre um jovem que bate seu carro em uma área deserta e procura ajuda em uma antiga casa em ruínas.

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Era Halloween e um jovem chamado Robert estava voltando do trabalho para sua casa. Pelas ruas por onde passava, as casas estavam decoradas com enfeites de Halloween, como abóboras esculpidas, esqueletos de plástico, morcegos de papel preto e bruxas em vassouras. Isso o lembrou de toda a diversão que ele teve quando criança, indo de casa em casa pedindo doces.

Distraído por todas as decorações de Halloween, logo ele percebeu que estava ficando tarde, pois tinha ficado bastante escuro. Dessa forma, ele resolveu retomar seu caminho de volta pra casa. Quando ele dobrou uma esquina, seu carro derrapou sobre algum cascalho solto. Ele perdeu o controle e foi parar com o carro dentro de uma vala.

Por alguns instantes, Robert ficou atordoado. Sentou no carro para tentar recuperar seus sentidos. Depois de se certificar de que não estava ferido, ele saiu e examinou os danos. Além de alguns arranhões, o carro parecia não ter sofrido nada de tão ruim. O problema era que o carro estava preso na vala e as rodas traseiras a alguns centímetros do chão. Por isso, ele teria que ligar para um caminhão de reboque.

Robert checou os bolsos e descobriu, para sua consternação, que deixara o celular no trabalho. Ele estava no meio do nada e tinha que encontrar um telefone. Ele esperou por alguns minutos, mas quando percebeu que nenhum carro passaria por ali, ele decidiu começar a andar.

Cerca de um quilômetro abaixo da estrada, ele pode enxergar uma casa ao longe. Assim que ele chegou aos portões, deu de cara com um caminhão velho e enferrujado na entrada da garagem. A porta do caminhão estava escancarada, balançada pela brisa, mas não havia ninguém lá dentro, então ele continuou a andar até a casa.

Era um prédio antigo em ruínas e algumas das persianas estavam penduradas nas janelas. Estava um silêncio sinistro. A única coisa que ele podia ouvir era o bater do próprio coração e o apito baixo do vento frio de outubro. De vez em quando, um cata-vento no telhado rangia ao girar.

Robert bateu na porta da frente algumas vezes, mas não teve resposta. Ele estava prestes a desistir e tentar encontrar outra casa, quando percebeu algo incomum. Do outro lado da casa, havia algumas decorações e enfeites de Halloween. Um deles era uma cadeira de balanço com um espantalho esfarrapado.

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O espantalho usava uma máscara de esqueleto e, ao se aproximar, ele notou um cheiro podre vindo do objeto. Então ele parou, olhou para o espantalho e percebeu que algo ali não estava certo. Entre os pedaços de palha, ele conseguiu ver um pedaço de pele.

Com medo, mas mesmo assim, com muita curiosidade, ele lentamente estendeu a mão e puxou o cano que segurava o espantalho. Foi aí que o enfeite desmoronou e ele ficou horrorizado ao descobrir que, debaixo de toda aquela palha, havia um corpo morto. A pele estava roxa e já em decomposição.

Robert ainda estava tentando se recuperar do choque, quando ouviu passos vindos dos fundos da casa.

— Quem está aí? – Disse uma voz.

Um homem velho surgiu de trás da casa e, assim que viu Robert, se surpreendeu.

— Quem é Você? O que você está fazendo aqui? – ele indagou o rapaz.

Robert, tremendo de medo, tentou dizer ao velho:

— T… Te… Tem um corpo morto aqui!

O velho correu e examinou o espantalho. Levantando o chapéu da figura, ele revelou o rosto nojento de uma velha.

— Milly!? – gritou o velho, com a voz trêmula – Milly! O que aconteceu?!

Ele se virou para Robert com seus olhos se enchendo de lágrimas.

— Ajude-me a carregá-la para dentro de casa! – ele pediu debulhando-se em lágrimas.

Robert não sabia o que fazer. O velho a levantou pelos ombros e Robert o ajudou. Juntos, eles a carregaram-na pelos degraus da frente e entraram na casa. Eles a levaram para uma sala vazia e deitaram seu corpo no chão frio de madeira.

— Fique aqui, enquanto eu chamo a polícia! –o homem ordenou.

Antes que Robert tivesse chance de responder, o velho saiu correndo pelo corredor. O rapaz ficou parado, tremendo, olhando para a mulher morta a seus pés. Depois de um certo tempo, ele olhou em volta e percebeu que não havia móveis ali. A casa parecia completamente vazia e estava coberta de teias de aranha. Sequer havia lâmpadas nas luminárias.

Ele esperou ali por muito tempo, mas o velho nunca voltou. Depois de uns vinte minutos, ele decidiu tentar encontrar o velho. Assim que foi para o corredor, encontrou o telefone. Ele estava caído no chão no final do corredor e os fios foram arrancados da parede. Com um crescente sentimento de desconforto, ele explorou cautelosamente o resto da casa. Em lugar nenhum havia sinal do velho.

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Robert começou a entrar em pânico e saiu correndo pela porta dos fundos. Ele não sabia para onde estava indo, apenas danou-se a correr. Depois de cerca de meia hora, ele chegou a uma pequena loja que ficava ao lado da estrada. Adentrou na loja, com suor escorrendo pela testa, ele implorou à jovem chocada atrás do balcão que chamasse a polícia.

Ela perguntou o que estava acontecendo, mas ele estava tão sem fôlego que não conseguiu respondê-la. Exausto de toda a corrida, sentou-se no chão e tentou se acalmar.

Assim que a polícia chegou, Robert contou o que havia acontecido. Ele entrou na traseira do carro-patrulha e os levou de volta para a antiga casa em ruínas. Os policiais entraram na casa e passaram uns minutos procurando de cima a baixo.

Eles não encontraram nada. Não havia cadáver nem homem velho. A casa estava vazia há anos. O caminhão na garagem havia sido abandonado há quase uma década.

Robert continuou insistindo que tinha visto o cadáver com seus próprios olhos. Ele deu uma descrição do velho à polícia, mas ficou claro que eles não acreditavam nele.

Alguns dias depois, Robert foi até a delegacia e perguntou se eles tinham alguma informação sobre o velho. O policial o olhou de forma estranha e disse:

— Na verdade, nós verificamos os registros da propriedade para ver quem era o dono da casa.

— Isso é ótimo! – disse Robert– E o que você achou?

— Bem, havia um velho que morava naquela casa. Parece que ele se encaixava na sua descrição. Ele também tinha uma esposa. Ela desapareceu e ninguém mais teve notícias dela. Algumas pessoas suspeitavam de que ele a tinha matado e a enterrado no quintal, mas nunca houve nenhuma evidência real disso. Apenas muita conversa solta e rumores se espalharam pelos habitantes locais. Nada de concreto até agora…

— Vocês o prenderam? – perguntou Robert.

— Bem que gostaríamos – disse o policial – mas há apenas um problema.

— Como assim? – perguntou Robert.

O policial deu um sorriso irônico e disse:

— Ele morreu em 1963, na noite de Halloween.

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