A Garota Emparedada [História de Terror]

A História de Terror ‘A Garota Emparedada’, na verdade é a memória póstuma de uma garota emparedada pelo seu próprio pai. Descubra o motivo!

Meu nome é Clotilde e moro em Recife/PE. Quero contar-lhes uma história que servirá de desabafo para mim. Espero que me compreendam e não fiquem tão assombrados.

Meu pai era um homem muito bem-sucedido. Tínhamos uma loja no térreo de nossa casa e nós dois tocávamos o negócio. Antes ele trabalhava com minha mamãe, mas ela faleceu quando eu tinha 16 anos e papai precisava de alguém para auxilia-lo. Como ele era um homem muito bravo, ninguém queria trabalhar com ele e só restou para mim a missão de ser sua funcionária.

Todos os dias, após o trabalho, eu saía dizendo que visitaria uma amiga, ia até a pracinha de nosso bairro e me encontrava com o amor de minha vida, Leandro. Ele era um pouco mais velho do que eu, um homem incrível, lindo e extremamente sensual. Nosso namoro era escondido porque meu pai não aceitava que eu escolhesse com quem iria me casar. Ele sempre dizia que na hora certa ele me arrumaria um esposo. Eu não queria que fosse assim porque amava Leandro e queria ser sua esposa.

Eu o conheci no velório de minha mãe. Estava inconsolável quando ele se aproximou e me ouviu. Me deu tanto carinho e atenção que, por alguns momentos me esqueci do que havia se passado. Ele sugeriu, então, que todos os dias nos encontrássemos até que eu me sentisse melhor em decorrência do meu luto. E nestes encontros, fui me apaixonando e começamos a namorar.

Um dia, cansada da rigidez de meu pai e repleta de amor por Leandro, falei para meu namorado o quanto desejava me casar com ele e lhe contei chorando que meu pai arranjaria um casamento para mim. Leandro demonstrou-se muito chateado e me sugeriu algo que mudaria nossas vidas: que eu me entregasse a ele, pois assim meu pai faria com que nos casássemos.

Então, fui um dia a casa de Leandro. Ele morava sozinho, pois trabalhava em Recife e seus pais moravam no interior. Lá ocorreu o primeiro ato de amor de minha vida. Ele foi cuidadoso e querido. Fiquei enfeitiçada por ele ao ponto de todos os dias, ao invés de ir à pracinha encontrá-lo, ia em sua casa para ser sua mulher. Acabei me esquecendo que o plano era meu pai descobrir para nos fazer casar.

Depois de algum tempo mantendo relações com Leandro, percebi que minha menstruação estava atrasada e meu corpo estava mudando. Fiquei desesperada. Falei com meu namorado que me disse que era normal, “quando uma moça vira mulher seu corpo muda”. Porém, após quatro meses não havia dúvidas. Eu estava grávida.

Escondi o máximo que pude minha gravidez. Meu pai, no entanto, não era nada bobo. Começou a notar que estava usando roupas largas e que todos os dias eu saía, além disso, aquele brilho nos olhos havia se tornado marcas de preocupação. Até o dia que ele me seguiu e descobriu meu segredo.

Meu pai ficou em fúria quando me viu com Leandro. Ele espancou meu namorado na minha frente sem nenhuma piedade. Enquanto o batia, ele falou coisas que nunca imaginei. Leandro era amante da minha mãe. Havia ido escondido em seu velório e lá me seduziu porque eu me parecia com ela. Meu pai tinha descoberto o romance deles, envenenou minha mãe para tirá-la de Leandro e ele me colocou como substituta de sua verdadeira paixão.

Quando papai conseguiu desacordar Leandro de tanto bater nele, me pegou pelo braço e me levou para casa. Falei que tinha medo e por isso nunca contei sobre o rapaz, que não imaginava que ele era amante de mamãe. Mas papai ficou quieto o tempo todo. Cheguei a contar que estava grávida. Nada tirou nenhuma reação de seu rosto.

Chegando em casa, ele me levou para seu quarto e me surrou. Quando perdi as forças e desisti de tentar me defender, ele me amarrou com os lençóis de sua cama. O tecido branco logo tingiu-se de sangue. Estava perdendo meu filho. Sem piedade alguma, ele me trancou no banheiro e chamou um colega seu que era pedreiro para construir uma parede me isolando do resto da casa. Fiquei trancada por uma parede de concreto.

Um tempo depois soube que ele viajou para a Europa e me deixou ali sem nenhuma piedade. Senti tanta dor, tanto medo, tanto desespero, gritava, mas ninguém me ouvia. Aquele tormento foram os últimos momentos de vida que tive. Meu pai me condenou a falecer depois de três dias agonizando.

Quando ele voltou de viagem, cerca de um ano depois, sequer desfez a parede que havia me sepultado em vida. Ele havia pensado que tudo estava bem e que podia voltar a tocar seu negócio sozinho. Apenas Dizia as pessoas que eu havia ficado na Europa para estudar.

No período em que ele ficou fora, Leandro sofreu um “acidente” em seu trabalho e faleceu aos 30 anos. Antes disso, fazia dias que ele não dormia tranquilamente porque sua casa ficou enfestada de aranhas de toda espécie e quando ele pensava ter matado todas, aparecia uma ou outra subindo em suas pernas, ou enrolada em seu cobertor, ou entrando em sua boca enquanto  dormia… Pobre Leandro, seu maior pavor eram aranhas, infelizmente ele foi sincero comigo quando me contou seu pânico e sofreu um pouco antes de descansar em paz.

Papai por sua vez, era um homem tão vingativo, tão macho, tão assustador e morria de medo de alma penada. Ele nunca havia passado por nada sobrenatural. Estava na hora de saber qual era a sensação. Fiquei esperando-o alguns dias depois de estar em casa novamente. Comecei de maneira sutil suas primeiras experiências sombrias. Primeiro, foram correntes que se arrastaram por uma noite inteira. Depois, portas que se abriam e fechavam sozinhas.

Com o passar dos dias, as coisas foram esquentando. E um dia um bebê chorou desesperado em seu quarto durante horas. Papai chamou um padre, que benzeu toda casa e rezou por horas expulsando os demônios de lá. Mas, eu não chegava a ser um demônio, só queria vingar a morte de meu filho.

Dei um descanso para meu pai depois que o padre foi em casa, apenas para que ele acreditasse que realmente o ritual espiritual tinha resolvido seu problema. Queria pegá-lo desprevenido. Então, em uma noite de verão, com lua cheia e de muita solidão, preparei uma surpresa para ele.

Peguei os lençóis ensanguentados de meu aborto e feridas pela surra que havia me dado, coloquei-os na cama dele, cobrindo-os com uma colcha que mamãe adorava. Quando ele entrou no quarto, lembrou-se de mamãe olhando aquele enxoval e em lágrimas foi tirá-lo para preparar a cama para dormir. Foi quando viu os lençóis e levou um susto.

Ele correu para o lugar onde estava a parede que havia construído para me trancar e ela estava lá, sem nenhum sinal de ter sido mexida. Quando voltou para o quarto, eu estava lá esperando-o.

Nunca vi meu pai tão transtornado. No momento que me viu, pediu perdão e implorou misericórdia. Mas eu estava decidida. Surrei-o com o mesmo ódio que ele havia me surrado e me feito perder meu filho. Amarrei-o com o mesmo lençol ensanguentado que testemunhou minha morte lenta e dolorosa. Prendi-o no mesmo banheiro em que fui presa e refiz o paredão que me condenou a falecer isolada do mundo.

Ninguém nunca quis comprar nossa casa. Tornou-se um prédio abandonado em pleno centro da cidade. As pessoas dizem e, com razão, que se tornou uma casa mal-assombrada.

Hoje, sou conhecida como a Garota Emparedada e é verdade. Todas as noites meu pai e eu lutamos até a exaustão. Ele querendo se vingar de mim e eu dele. Espero que vocês não me julguem. Meu pai tirou minha mãe e meu filho de mim. Ele merece sofrer e eu serei seu tormento eterno.

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História de Terror: A Garota Emparedada

E aí, o que achou da História de Terror ‘A Garota Emparedada’? Não deixe de Ler nossas outras Histórias de Terror! Abraços Sombrios.

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