Férias na Fazenda [História de Terror]

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História de Terror “Férias na Fazenda”, traz à tona histórias vivenciadas por um povo simples que mora na Zona Rural, onde, durante suas férias de verão, duas meninas vão provar o sabor dos mistérios das Lendas Regionais.

Quando eu tinha uns dez anos, morava na cidade e meus avós em uma fazenda linda de uma cidadezinha no interior. Eu sempre ia passar as minhas Férias na fazenda deles com minha irmã. Nós nos divertíamos muito brincando nas árvores, nadando no rio, vendo os animais na natureza e comendo as delícias que minha vó preparava no fogão à lenha. Mas, nas férias dos meus dez anos, aconteceram algumas coisas que fizeram delas momentos inesquecíveis na minha vida.

Na fazenda, um dos filhos dos meus avós e, portanto, meu tio, estava morando com eles. Ele era muito estúpido com minha avó. Não a respeitava, respondia a ela grosseiramente, não se importava com suas vontades, tinha muito desdém por ela. Por causa dessas atitudes, vovó sempre o alertava que de que um dia a mula sem cabeça viria buscá-lo e ele iria aprender a nunca mais destratar a própria mãe. Meu tio ria dela e dizia que não tinha medo algum disso acontecer e continuava a ser o mesmo de antes.

Certa tarde, ele passou dos limites e quase partiu para a agressão física e, se não fosse pelos meus outros tios, que estavam na casa, com certeza a situação teria sido pior. Ela, como em todas as vezes, lhe disse para não fazer mais aquilo por conta da mula sem cabeça e, como sempre, ele caçoou.

Antigamente, lá no interior, era comum o banheiro ser do lado de fora da casa, em uma casinha chamada mictório. Mais tarde, após a discussão, meu tio foi para lá, antes de dormir. Estava tudo muito escuro. O breu só não era maior por causa do único ponto luminoso que vinha da lamparina que ele segurava. Ele estava sozinho no mictório, pois todos nós já estávamos deitados. Então, de repente, acordamos com um galopar que ressoava alto pelas paredes da casa. O som era bem próximo e meu tio saiu para ver o que era aquilo. O espanto foi enorme.

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– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – Ele soltou um berro.

Todo mundo correu para fora para ver do que se tratava aquilo. Mas, logo que saímos, o barulho parou, assim, do nada mesmo e meu tio também parou de berrar.

Ele tio estava tremendo como se fosse vara verde. Tanto é que mal conseguiu segurar a lamparina que se encontrava estilhaçada no chão.

Curiosos com toda aquela situação, tratamos de perguntar se ele estava bem e o porquê de tanta gritaria.

– Era ela! – ele disse ainda apavorado – Eu só consegui ver um corpo de cavalo, mas ele não tinha cabeça e nem traseiro. Eu sei que era ela! Perdão mãe. Desculpa por ter te maltratado tanto! – ele completou, chorando.

Depois do susto, entramos e fomos tratar de tentar dormir novamente.

No dia seguinte, havia muitas marcas de ferraduras em volta do mictório. Eu e minha irmã, tratamos de ficar bem longe daquele lugar, vai que o bicho aparecia de novo.

Mesmo com o pavor que ficamos da história da mula sem cabeça, tivemos que esperar nossos pais virem nos buscar para nos levar embora. Eles demoraram alguns dias, mas até que enfim apareceram. Porém eles passariam uma noite na fazenda, para no dia seguinte, irmos embora. Nesta noite, como já tinha muita gente na casa, minha irmã e eu tivemos que dormir no mesmo quarto que nossos pais. Adoramos a ideia, claro.

Durante a noite, todos nós acordamos porque estava um barulho muito estranho do lado de fora. Parecia que algo arranhava e se chocava com força contra as paredes. Perguntamos à minha mãe o que poderia ser e ela disse que era o lobisomem.

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Não acreditamos, pois já havíamos vivenciado uma história desse tipo nos dias anteriores. Não era possível que mais um bicho havia ido à fazenda em tão pouco tempo. Minha mãe, porém, insistiu que era sim o lobisomem e que deveríamos ficar rezando enquanto ele estivesse lá fora, pois assim, não nos faria nenhum mal. Permanecemos incrédulas e ela nos desafiou a procurar, no dia seguinte, o homem mais barbudo e parecido com um lobisomem que tivesse nas redondezas da fazenda. Se ele estivesse com os braços ralados, era ele o lobisomem, pois normalmente o homem que se transformava, andava arrastando o que seriam os cotovelos humanos no corpo do lobo.

Aceitamos o desafio e, no dia seguinte, fomos a uma mercearia rural que havia perto da fazenda. Na época, também eram comuns as bodegas ou mercearias. Para nos deixar ainda mais atordoadas, vimos um homem muito barbudo, com pelos enormes nos braços e nos ouvidos. Ao nos aproximarmos dele, olhamos para seus cotovelos e ele estava todo machucado. Era ele o lobisomem.

Chegamos na casa da vovó e contamos o que havíamos visto. Ela nos disse que, de fato, este senhor residia na fazenda vizinha sozinho. Tratava-se de um homem muito reservado e pouco se sabia dele. Mas, a partir de então, sabíamos que ele era o lobisomem da região. Naquele mesmo dia fomos embora. Pouco tempo depois, nossos avós se mudaram dali, sendo estas as últimas férias naquela fazenda tão linda e tão sinistra. Então, sempre que ouço as pessoas dizendo que eles não existem, me lembro desses fatos e discordo totalmente. Se as histórias existem, é porque algo em algum momento aconteceu, por mais irreal que pareça ser.

História de Terror: Férias na Fazenda, mundo sombrio
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