Olhos Vendados

Olhos vendados historia de terror mundo sombrio

Os meus convidados gostam de sentir dor. O meu trabalho é causar dor nos meus convidados.

Todos os dias eu espero meu marido sair de casa; nós moramos em uma casa luxuosa em um condomínio de 4 estrelas, na saída da cidade, o que eu faço aqui é extremamente sigiloso, e os porteiros são muito bem pagos por mim para deixarem meus convidados entrarem, sem nunca assinarem a folha de visitantes. Meu marido nunca desconfiou de onde eu tiro o dinheiro para comprar minhas roupas, joias, sapatos, e bolsas caras, ele acha que ele me dá tudo, e acha que eu passo o dia com outras mulheres, fazendo compras, ou em algum clube idiota. Mas eu não tenho paciência para isso.

Enquanto recebo meus convidados eu uso um corpete de couro preto, botas pretas que vão até os joelhos, com saltos de doze centímetros, uso uma máscara de renda e prendo meus cabelos loiros em rabo de cavalo. Meus lábios sempre estão maquiados com batom muito vermelho.

Meu marido pensa que a roupa de masoquista é para usar só com ele, um fetiche – bobo. Mas apesar do que você deve estar pensando agora, eu nunca transei com nenhum dos meus convidados. Bem, eu até já tive que assistir um casal fazendo sexo, mas eu nunca me envolvi.

Meu trabalho consiste apenas em mandar e maltratar, e eu recebo muito bem por isso. Quando chega um convidado eu ordeno que tire a roupa e use apenas cuecas ou calcinha. Eu começo vendando-os. Gosto de derreter vela nos mamilos, gosto de ver como eles vão endurecendo, e a cera vai ficando opaca sobre a pele.

Algumas vezes eu os amarro e faço lamber minhas botas, minhas mãos enluvadas, faço com que imitem animais, amarro em posições desconfortáveis e bato com chicote.

Mas para algumas pessoas isso não é suficiente, e por alguns zeros a mais na hora do pagamento eu me permito ir mais além. Eu não seu bem o nome que se dá para isso, mas certamente não é apenas masoquismo, é tortura. Como alguém sente prazer com isso eu não sei. Mas há homens que deitam de costas e colocam o pênis em uma superfície que preparei, com um buraco no centro, eles inserem o pênis e os testículos no buraco e eu piso com o salto. Alguns gostam quando sai sangue pela uretra.

Mas isso não foi o mais longe que eu cheguei, infelizmente.

Lembra que eu disse que eu nunca me envolvi? Então, isso foi até dois dias atrás. Eu tinha um cliente, que vamos chamar aqui apenas de Senhor “T”, que gostava de sentir dor mais do que todos. Ele era um tipo diferente, todos os homens que chegavam aqui estavam eufóricos, com sede de prazer, com ereção constante, mas o Senhor “T” não, ele nunca demonstrava sentimento algum até que eu começasse a bater nele.

Até dois dias atrás, o Senhor “T” se satisfazia apenas com fetiches comuns, sem deixar muitas marcas. Mas naquele dia ele pediu algo diferente.

“Eu quero que você me enforque, enquanto você me chicoteia, e eu me masturbo”, ele disse, começamos com algo que ele não tinha tentado antes, mas algo normal, comparado ao que outros pediam. O Senhor “T” já estava ficando com o rosto muito vermelho, quando eu tirei a corda que laçava o seu pescoço, e a venda. Ele tomou fôlego e falou “Por que você parou? Eu não pedi”.

Naquele momento, eu disse a ele, que tínhamos somente mais quarenta minutos, pois a sessão estava acabando, grosseiramente ele balançou a cabeça, vendou a si próprio e pediu que eu continuasse. A sessão continuou, e eu descobri a verdadeira intensão do Senhor “T”, ele queria se matar, e fez isso na minha casa.

Quando o Senhor “T” parou de se masturbar e ficou pendurado pela corda, com os braços pendendo, eu entrei em desespero e só consegui pensar em cortar a maldita corda depois de alguns minutos. Ao retirar a venda, o homem estava com os olhos estufados para fora, com saliva pingando da boca com a língua enrolada, e o pescoço estava fino, marcado, cheio de hematomas, devido ao peso do homem exercido no laço.

Eu fiquei parada, sem saber o que fazer. Quando meu marido chegou em casa, ele não notou nada, pois eu havia tirado o Senhor “T”, colocado no próprio carro, e abandonado o veículo em uma mata longe da nossa casa, voltei a pé alguns minutos até encontrar área no celular e pedir um taxi. Voltei para casa de roupão, cobrindo o corpete. Limpei tudo e deixei a casa brilhando para o meu marido.

Agora, graças ao Senhor “T”, eu acrescentei mais um serviço à minha lista, e confesso que adoro matar esses homens e mulheres, de olhos vendados.

Autor: Luciano Torres Filho

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