O Nome [História de Terror]

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Ela já havia perdido as contas dos dias em que estava presa ali. Quarenta? Cinquenta dias? Não sabia mais. Depois da cirurgia para tentar curar o câncer na garganta ela pouco se importava com os movimentos dos astros. Dormia quase o tempo todo, graças aos inúmeros analgésicos que tomava, e quando estava acordada o mal humor era constante.

“A megera do cento e quarenta” era o apelido carinhoso que os enfermeiros haviam dado para dona Serafina. Uma senhora de sessenta e sete anos que, mesmo com a garganta em chamas, só conseguia pensar em quando ia poder fumar novamente.

— Eu só quero ir embora daqui Ana! — Serafina tinha uma voz grossa e rouca, herança de uma cirurgia difícil que havia durado mais de quatro horas.

— Eu sei tia Serafina… — Respondeu a mocinha, no tom mais amigável o possível, mesmo que o rosto expressasse o quanto estava cansada da insistência de sua tia — Mas os médicos pediram para que a senhora fique mais uns dias. Só por segurança.

A velha tinha um olhar perigoso, como o de um abutre faminto. Era um animal feroz, acuado, preso a uma cama de hospital a sabe-se lá quanto tempo. Soltou um rosnado por trás dos dentes amarelos de nicotina ou veneno.

— Só por segurança?! já não basta me abrirem feito um porco? Eu quero ir para casa!

— Tia… A senhora quase morreu. É mais seguro ficar aqui mais uns dias do que…

A Megera tratou de interromper a sobrinha, com o mesmo tom grosseiro de sempre

— Ficar aqui para que?! Para esses abutres ficarem tirando pedaço de mim? — Deu um sorriso amarelo e continuou — Aposto que querem que eu morra para pegar os meus órgãos!

— Tia!

As vozes foram gradualmente aumentando, até que foram interrompidas. Uma enfermeira baixinha e de óculos se aproximou da porta e com uma sorriso gentil disse:

— Com licença… vocês podem falar mais baixo? os pacientes estão tentando dormir…

Ana ficou tão vermelha que mais parecia um pimentão, ela deu uma olhada para sua tia e na mesma hora se levantou

— Desculpa! Não era a intenção… Vamos falar mais baixo.

A Enfermeira agradeceu e logo seguiu pelo corredor, Ana estava quase morta de vergonha… ela se aproximou da cama da tia

— Por favor tia, só mais alguns dias…

Serafina torceu a boca, desgostosa e olhou para o outro lado. Era uma mulher difícil, chucra e teimosa como os piores asnos do campo, ainda assim, Ana a amava mais do que a velha sequer podia imaginar.

Depois da morte dos pais da menina, Serafina tinha tomado a responsabilidade de criar a menina no lugar da irmã. Tinha feito tudo ao seu alcance para garantir que a menina tivesse tudo o que precisava. Roupas, livros, computadores e as melhores escolas que o dinheiro da senhora solteirona podia pagar.

Serafina era uma mulher amarga, mas tinha sido a vida que havia se encarregado de mudar o seu sabor. Na juventude havia sido tão doce quanto qualquer jovem inocente, foram as experiências, principalmente com os pretendentes, que haviam deixado ela tão ruim.

— Apenas mais alguns dias então. — Disse a senhora, muito a contragosto. — Amanhã quero que você fale com o meu médico… não gosto dessa enfermeira de óculos! é a pior delas!

— Por que tia? — Perguntou a menina, surpresa com a afirmação, visto que a enfermeira tinha uma aparência bem gentil.

Os olhos de Serafina foram até a porta e voltaram para a sobrinha.

— Não se deixe enganar! É a pior delas.— Sussurrou a megera, baixo e sorrateira. — Elas acham que eu não escuto elas me chamando de “megera dos cento e quarenta” mas eu escuto muitíssimo bem!

— Oras tia. Que bobagem… isso é tudo coisa da sua cabeça. 

A hora de visitação durava até depois do jantar e Ana fazia sempre questão de ficar até o último minuto com sua tia e benfeitora, mesmo que o humor da megera não colaborasse em nada com as conversas entre as duas.

Quando o Relógio batia oito horas, todos os visitantes eram obrigados a partir. Somente os pacientes e os funcionários podiam ficar no hospital depois que as portas eram fechadas. Ana voltava para sua casa e para sua família.

Era durante a noite que o humor de dona serafina piorava exponencialmente. O cansaço, a dor e a falta da nicotina no organismo se uniam em um trifecta perfeita. Tudo era motivo para reclamar, o escuro, os gemidos dos pacientes e até a atenção dos enfermeiros eram motivação suficiente para que a senhora perdesse a cabeça. A Velha megera se tornava um monstro irritado durante as noites.

Naquela noite em particular, por volta de umas onze da noite, um som especialmente irritante começou a martelar nos ouvidos da idosa. Um dos pacientes de algum dos quartos ao lado começou a bater contra a parede. Não era um barulho alto, era baixo, pouco intenso, mas constante. Bastaram três minutos daquela situação para que a velhinha apertasse o botão de emergência com toda a força que tinha em seus dedos finos e ossudos.

A azarada de plantão era a enfermeira de óculos, bem a que dona Serafina tanto odiava. Ela nem sabia o nome da pobre mulher, não tinha se dignado a aprendê-lo.

— O que foi dona Serafina? Algum problema? — A enfermeira se aproximou com um enorme sorriso no rosto, sempre gentil.

— Ah é você. — A senhora fez uma careta de desdém e então apontou para a parede — O coisinha, você pode fazer o animal que está no quarto ao lado parar de bater nessa maldita parede?

— Eu tenho nome dona Serafina… é Angélica…

— Olha, eu não estou nem um pouco interessada em saber o seu nome. Eu quero mesmo é dormir! Dá pra você ir fazer o seu trabalho? — O veneno chegava a escorrer pela boca, molhando os dentes prostéticos de porcelana amarelada. Não havia necessidade para toda aquela falta de educação, mas Serafina pouco se importava, logo iria embora. Deixaria aquele lugar repulsivo e irritante.

Angélica ficou parada por um segundo, incrédula com a grosseria do ser a sua frente. Havia sido enfermeira por longos trinta anos, mas nunca tinha se deparado com alguém que tivesse dado tanto trabalho. Serafina com certeza merecia o apelido que tinha.

— Claro dona Serafina… — Respondeu, com a boca amarga, o gosto do sapo que havia engolido ainda resistindo em sua língua. Virou-se de costas e foi procurar a origem do tal barulho.

A velha cobra se sentou na cama por um instante, olhou para a parede tentando identificar a origem do som. Resmungou e se deitou novamente, virou de um lado para o outro. Uns cinco minutos se passaram e a paciência da senhora já estava prestes a se esgotar.

— Que menina inútil! — Resmungou, infeliz com o som que mais parecia alguém batendo a cabeça na parede.

Ela já estava esticando a mão para o botão de emergência quando ouviu o barulho aumentar de súbito. O sangue subiu à cabeça e ela agarrou o controle do botão de emergência, mas antes que pudesse quebrá-lo de tanto apertar, uma enfermeira apareceu na porta do seu quarto e a fechou dizendo em um tom nervoso.

 — Dona Serafina! Eu preciso que a senhora fique quietinha ai um instante!

— Eu adoraria ficar quieta, mas esse barulho infernal!! — A velha bradou irritada, mas a enfermeira já havia seguido seu caminho pelo corredor. — Que cara de pau!

A velha apertou tanto o botão de emergência que achou que tinha finalmente conseguido quebrar o negocio, mas ainda assim ninguém apareceu.

Em algum momento de sua fúria, o barulho parou e ela, de primeira, nem percebeu.

Quando Serafina finalmente se tocou que o único barulho no quarto era o dela apertando o botão já devia ser uma hora da manhã.

— Esse hospital é um inferno! Eu vou dormir, se deixarem! — Ela disse para si mesma, se virou na cama e se deitou de costas para a porta fechada.— Maldito hospital… eu não fico aqui nem mais um dia.

Dona Serafina custou a adormecer, sua mente estava cheia de maldições e ofensas. Planejava exatamente o que ia dizer para as enfermeiras quando elas viessem falar com ela da próxima vez, ouviriam umas poucas e boas. Em algum momento entre os devaneios de mandar demitir meia equipe de enfermagem a megera do quarto cento e quarenta acabou por adormecer.

Dizem que os seres humanos dormem bem quando tem a cabeça leve, mas o ódio era o sonífero que faltava para a Dona Serafina. Dormiu como uma criança e em um sono só, isto é, até que foi acordada…

Eram umas três horas e tantas da madrugada, o hospital estava completamente silencioso, finalmente. A grande maioria das luzes estavam apagadas e só se acendiam periodicamente, quando uma enfermeira ia fazer a ronda dos pacientes.

A porta do quarto de dona Serafina foi se abrindo bem devagar, as dobradiças rangeram alto, como o grito de mil condenados no mais profundo círculo do inferno. Aquilo, por si só, já foi capaz de acordar a velhinha. Dona Serafina soltou um suspiro conforme foi despertando e abriu os olhos, estranhou, pois a luz do quarto e do corredor ainda estavam apagadas, mas aquilo ainda não foi o suficiente para fazê-la se mexer de onde estava.

— Dona Serafina… a senhora precisa de algo? — Disse uma voz, suave e gentil. Serafina reconheceu na hora a voz de Angélica. Conseguiu até ver a cara redonda da mulher baixinha e de óculos em sua mente, não precisou nem abrir os olhos.

— Não preciso de nada não coisinha! Só preciso dormir! — Ela disse em voz alta e carregada no ódio. A garganta, fragilizada pela cirurgia, doía a cada palavra que ela forçava. — Mesmo que precisasse de algo eu duvido que você pudesse me ajudar… incompetente.

A velha se satisfez com o desaforo que tinha acabado de dizer. Ela deu um sorriso amarelo e foi se ajeitando na cama, esperando o barulho delicioso da porta se fechando. Talvez a enfermeira até chorasse, a senhorinha se comprazia com a possibilidade.

— A senhora precisa de algo? — A enfermeira repetiu mais alto.

A velha arregalou os olhos e se sentou na cama.

— Você ficou surda querida?! Eu não preciso de nada de você! — Ela finalmente olhou na direção da porta, tudo que conseguia ver era a silhueta da enfermeira baixinha, no escuro, parada próxima a porta, arqueada.

— A senhora… Precisa de algo…? — A voz doce soou um pouco mais rouca do que Dona Serafina se lembrava, a enfermeira parecia estar passando mal ou algo do tipo.

— Você ficou doida coisinha? eu vou chamar as outras enfermeiras… — Ela disse e foi esticando a mão em direção ao botão.

Assustou-se quando, a mão da enfermeira alcançou o controle primeiro e tirou-o de perto dela. Dona Serafina ergueu o olhar para a figura sombria à sua frente, finalmente se tocando de que algo estava errado. A enfermeira jogou o controle contra a parede.

— Eu te perguntei… — A voz soava como um rosnado de um cão raivoso. Um tom quase impossível de ser alcançado por formas naturais. A velha sentiu a espinha gelar por um instante e pensou em recuar, mas estava ligada aos aparelhos e à uma bolsa de soro. A enfermeira se aproximou mais. — Se você precisa de algo… sua velha desgraçada.

A sexagenaria engoliu seco. Quando a enfermeira se aproximou, a luz dos aparelhos ao lado da cama a iluminaram de forma bem precária, mas o suficiente para que a idosa visse a cena grotesca que se apresentava diante de seu leito.

Aquele não era o formato que uma pessoa normal esperava ver em uma cabeça. O topo parecia ter sido colapsado por uma grande pancada. Os olhos estavam esbugalhados, sua esclera preenchida por sangue coagulado, faltavam-lhe uma meia dúzia de dentes, mas o mais desconcertante era a língua… uma mandíbula frouxa deixava-lhe escapara e cair pela lateral esquerda da boca. Grotescamente, Angélica ainda parecia sorrir…

— Meu deus! — Disse a velha, se lançando para trás com o susto.

— Você precisa de alguma coisa desgraçada?! Precisa?! Sua Maldita! — A entidade avançou contra a idosa e agarrou pelos pulsos, impedindo que ela tentasse se jogar para o outro lado da cama.

— Senhor! O que diabos! Socorro!

— Eu só queria te ajudar, sua vagabunda! Você não lembra nem do meu nome!

A coisa a chacoalhava, os braços doíam como se estivessem em chamas. Serafina conseguia ver as unhas putrefatas da enfermeira cravando em sua carne passada. O sangue escuro ia sujando os lençóis brancos.

— Socorro! Senhor! Socorro! — Gritava a idosa, completamente tomada pelo desespero.

— Qual é o meu nome?! Qual é o meu nome?! Sua vaca! — Angélica perguntava, uma aparição feita de fúria e dor inestimável. Ela lançou a mão na direção do rosto da megera e as unhas afiadas lhe cortaram um olho.

Serafina sacolejou de dor e gritou, amedrontada, nem percebeu que a bexiga se soltava. Tentava se soltar, se afastar, se jogar para trás da cama, mas seja lá o que fosse aquele demônio, não a soltaria tão fácil…

— O meu nome?! Qual é?!

— Angélica! Para pelo amor de deus! Socorro! — As lágrimas não puderam mais ser contidas e começaram a escorrer pelo rosto da senhora, misturadas com o sangue que escorria de seu olho esquerdo.

— Angélica! Angélica! — Cantou a aparição, em meio a uma risada que só poderia ser descrita como psicótica.

—Angélica! Socorro!! Socorro!

Um clarão a cegou. A velha ainda gritava desesperada por socorro, quase caindo da cama. Quando os olhos foram voltando a funcionar, viu que a luz estava acesa e duas enfermeiras tentavam segurá-la.

— Dona Serafina! Tá tudo bem! Se acalma! — Dizia uma enfermeira negra e gordinha.

— Bem?! Ela arrancou meu olho! — A velha se debatia desesperada, mas conforme foi voltando a enxergar melhor, notou os lençóis da cama, prístinos exceto por uma enorme mancha amarelada. — Angélica! Aquela bastarda! Cadê?!

A velha se debatia igual um animal ferido. As enfermeiras se entreolharam e começaram a gritar para que mais gente fosse ajudá-las. Uma equipe de cinco pessoas levou cerca de uma hora para conseguir acalmar aquela senhorinha de quase setenta anos. Acabaram tendo que seda-la com a ajuda dos médicos de plantão.

Quando Serafina voltou a abrir os olhos, já estava de dia. Ela ainda parecia assustada, mas assim que acordou, viu que Ana já estava ao seu lado.

— Tia… fica calma.

— Ana. — Serafina foi tentando se sentar, mas os remédios ainda a deixavam zonza. A garganta doía como se tivesse pego fogo. — O que aconteceu… onde está…

— Tia, me disseram que a senhora teve um ataque psicótico. — A Menina disse, enquanto apertava o botão para chamar as enfermeiras — Eu preciso que você fique calma.

— Ataque psicótico?! Você está louca? Aquela Enfermeira me atacou! — Ela ergueu a voz, e logo se arrependeu, parecia que a garganta ia se abrir, mesmo assim disse uma última palavra com a voz rouca e dolorosa — Angélica…

Ana parecia mais preocupada ainda, as enfermeiras foram entrando no quarto, prontas para intervir caso dona Serafina desse outro escândalo. A megera, notando a situação, fez sinal para que elas esperassem e foi tentando se acalmar. Respirou fundo e fez sinal de que queria um pouco de água.

A sobrinha prontamente atendeu, depois de consultar as enfermeiras com o olhar. Ela serviu água de uma jarra em um copinho de plástico e entregou para a tia.

— Tia Serafina… está mais calma?

A Idosa bebeu a água e fez que sim com a cabeça. Esperou um minuto para que a garganta se acalmasse e então perguntou.

— Angélica?

As enfermeiras se entreolharam e Ana por sua vez olhou para elas. A Menina respirou fundo e foi se voltando para sua tia.

— A senhora teve um pesadelo ontem. Sonhou que a enfermeira estava te atacando.

— Não… Ela… — Tentou insistir, mas doía.

— Foi só um pesadelo tia. A enfermeira ela… está de folga. — Ana deu um sorriso meio forçado, e na mesma hora, a tia percebeu a mentira da sobrinha.

— Mentira…

Ana chegou a ficar vermelha por um instante, ela engoliu seco e olhou para as enfermeiras mais uma vez. Uma das mulheres deu de ombros. Ana se voltou mais uma vez para a tia e tomou as mãos dela de leve

— Tia. A Angélica… — A menina engoliu um pouco de saliva para molhar a garganta, tomou coragem e continuou. — Teve um acidente ontem. Um dos pacientes estava tendo um surto e ele… derrubou ela.

Os olhos da megera foram se esbugalhando, lembrando da cena da noite anterior. A enfermeira com a cabeça deformada, os dentes, os olhos e aquela língua…

— Ela morreu tia…

Depois daquilo, Serafina pediu para ficar sozinha. Desejo que foi atendido muito a contragosto de sua sobrinha.

Nos dias que se seguiram, dona Serafina ficou sob constante observação das enfermeiras. Ela pouco falou, pouco comeu e muito menos reclamou. Ela só pedia para ir para casa, toda a vez que a sobrinha ia visitá-la.

Ela só foi ter alta quinze dias depois do incidente. Estava se sentindo melhor, mais energética. Os médicos disseram que o câncer tinha recuado e que as notícias não podiam ser melhores. Pouco importava para a megera do quarto cento e quatro, ela só queria ir embora daquele lugar amaldiçoado.

Quando chegou em casa, a primeira coisa que fez foi ir para seu escritório… procurou os cigarros que mantinha na escrivaninha, mas Ana já havia se livrado de todos.

A velhota foi até uma estante de livros de direito e pegou um enorme livro de couro vermelho. Antes que pudesse abri-lo… Ana abriu uma fresta da porta e colocou a cabeça para dentro do escritório.

— A senhora precisa de algo? — Disse com um sorriso gentil no rosto. A velha chegou a sentir um calafrio… lembrando-se daquela noite.

— Não Ana, Eu estou bem, muito obrigada… — Respondeu com tamanha gentileza que Ana custou a acreditar no que estava vendo… sem dizer mais nada, a sobrinha apenas se retirou.

Serafina passou a mão sobre o livro, alisando sua capa. O espírito das leis, de Montesquieu. A Megera o abriu, revelando um compartimento secreto contendo uma carteira de cigarros. Habilmente ela pegou um e colocou entre os lábios, caminhou até a estante perto da janela onde havia um isqueiro de metal, riscou o mecanismo e uma chama pequena e pálida se formou na parte de cima do isqueiro.

Ela aproximou a chama do cigarro, mas uma voz conhecida fez ela parar.

— A senhora… não devia fumar.— A voz ecoou pelo escritório, vinda da direção da porta. Tinha uma vibração anormal.

A megera piscou por um segundo e abriu os olhos um pouco mais do que queria, apagou a chama e foi se virando para trás… esperando ver uma cena grotesca.

Estava sozinha no escritório, o sol ainda entrava pelas frestas da janela dando um tom meio depressivo a cena. Ela olhou em volta procurando a enfermeira, mas não viu mais nada.

Ela jogou o cigarro no lixo, engoliu seco e foi até sua escrivaninha, sentou-se na confortável cadeira de couro e pegou uma agenda. Com as mãos trêmulas, buscou uma caneta tinteiro no canto da mesa e escreveu em uma bela letra, logo na primeira página alfabeticamente organizada.

Angélica Alexandra Ferraz.

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História de Terror: O Nome

História de Terror escrita por Marlon Borlachenco

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