Parede Arranhada [História de Terror]

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Eu já estava bem barbudinho quando decidi sair da casa dos meus pais e morar junto com a minha gata em um apartamento…e quando eu digo gata é no sentido literal, Meg tinha a pelagem negra e era da raça Bombay.

Alguns objetos como pratos e copos ainda estavam embrulhados em jornais, afinal havia apenas uma semana que eu me mudei e mal comia em casa.

O comodo que eu mais gostava era o meu quarto, sabe, era aconchegante, tinha espaço e era disso que eu um cara com 25 anos precisava.

Certa noite cheguei em casa muito cansado, coloquei comida pra Meg, tomei um banho e capotei na cama, lembro de acordar na manhã seguinte com o despertador…

Assim que terminei de espreguiçar fiz um carinho em Meg que dormia na minha cama olhei pro lado da cabeceira da mesma e havia dois arranhões na parede.

-E Meg depois de velha deu pra ficar arranhando as paredes foi? (disse eu me virado pro lado da felina)

Porém a cada manhã que eu acordava havia mais arranhões na parede bem próxima da cabeceira da minha cama, achei muito estranho pois não parecia terem sido feitos por uma unha de gato, parecia ser feito por algum objeto muito afiado e forte, pois eram arranhões também profundos na parede.

Até então estava preferindo acreditar que era apenas Meg fazendo aquilo,mas aquelas marcas na parede ganhavam uma forma a cada manhã eu que acordava, parecia mais um rosto demoníaco sendo desenhado, tipo uma cabeça de bode e chifres quase prontos.

Na noite seguinte fiz uma cama pra Meg na cozinha em baixo do balcão, fechei todas as janelas por precaução pois eu morava no quarto andar do prédio.

Assisti um pouco de tv enquanto Meg dormia tranquilamente, fui pro meu quarto, fechei muito bem a porta e me deitei, era por volta de meia noite e meia.

Naquela madrugada acordei com um barulho de riscar na parede, e o som estava praticamente próximo aos meus ouvidos, sentia o ruído vindo do lado da cabeceira da minha cama.

O ruído ficava cada vez mais alto e irritante, sabia que Meg não era pois a deixei na cozinha e fechei a porta do quarto…

O quarto estava totalmente escuro e o medo me consumiu de tal forma naquele momento que eu não sabia se teria coragem de acender o abajur no armário de cama ao lado.

Cobri todo o meu corpo com a coberta até a cabeça, fechei os olhos com toda a força com medo de ver alguma coisa que não queria ver em meio a escuridão do meu quarto.

De repente aquele ruído na parede para, aos poucos fui destampando a coberta de minha cabeça porém permaneci com os olhos fechados, fui tirando a coberta de meu peito, meus braços até a cintura.

A partir dai pensei comigo mesmo, vou contar até 3, acender o abajur correndo e não vai ser nada demais, talvez a Meg tenha dado algum jeito de entrar, talvez poderia ser até um morcego que entrou e se escondeu no meu guarda roupa e eu não vi.

Contei: 1…2, após o dois fiz uma pequena pausa, respirei bem fundo e disse baixinho…3, fiz um movimento brusco com o braço direito e acendi o abajur, o quarto não estava totalmente claro, mas vi um movimento em cima de mim, o globo de iluminação da lâmpada do meu quarto que de tão redondo e grande parecia uma lua cheia, estava se movimentando como se alguém tivesse provocado aquilo.

Meus joelhos ficaram moles naquela hora e eu apaguei o abajur nem sei porque e me cobri da cabeça aos pés novamente, não sei como também mas consegui dormir talvez por uns 20 minutos quando acordo novamente com aquele maldito ruído na parede ao lado da cabeceira da minha cama.

E pra piorar comecei a sentir o colchão da minha cama se afundar como se alguém tivesse começando a sentar nele, não era Meg pois o peso dela não afundaria o colchão.

Aquele “afundamento” no colchão se aproximava cada vez mais diante de meu corpo ali deitado, o medo me dominava, mas sentia o ar me faltando devido ao cobertor.

Aos poucos tirei a coberta de minha cabeça e respirei fundo de forma silenciosa, naquele momento senti um leve vento em meu rosto, como se houvesse mais alguém ali também respirando, os ruídos pararam finalmente, e o colchão foi voltando ao normal aos poucos como se alguém tivesse dali se levantando.

A respiração que senti fazia um barulho assustador como a de um animal selvagem rosnando, porém era bem mais baixo, senti que finalmente eu estava sozinho no quarto e liguei bruscamente o abajur novamente.

Ao lado da cabeceira da minha cama na parede, seja o que tivesse ali acabara de terminar de desenhar o que começou, era de fato a cabeça de um demônio, era Baphomet e seus enormes chifres ali desenhado na minha parede…

E pra piorar havia uma mensagem para mim logo em baixo da cabeça que dizia “Vai embora…vai embora…”

Corri pra cozinha enchi um copo d”água que caiu da minha mão antes que eu pudesse beber, tirei outro copo que estava embrulhado em jornal e sem querer me deparei com a foto do corpo de uma menina, a foto era preto e branco mas a parte escura mostrava muito sangue no corpo da jovem.

Desdobrei a folha daquela reportagem para ver melhor e a notícia acima da foto dizia que a garota pulou do quarto andar bateu a cabeça com força no chão e morreu, o prédio era o mesmo que o meu…

E pra completar…a mãe da menina disse, segundo aquele jornal de 5 meses atrás, que ela estava em seu quarto em transe dizendo palavras em outra língua e com uma voz diferente.

Ao lado da foto do corpo havia outras pequenas fotos do quarto dela com um pentagrama desenhado no chão e outros símbolos feitos na parede.

Aquela reportagem da folha que embrulhava o copo era tão detalhista que revelaram o incidente no mesmo prédio que o meu aonde a garota morava? Apartamento 77 o meu, e talvez o quarto que ela em transe se jogou pela janela e morreu poderia ser o meu também.

Atualmente vivo em paz na casa dos meus pais e aluguei meu apartamento pra dois malucos exorcistas.

Fonte: Universo do Terror

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