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História de Terror ‘O Balanço’, conta a história de uma menina que, logo cedo, perde sua mãe e tem que ir morar com a avó. Até onde o amor pode chegar quando se sente saudade de quem se ama?

Lá no Sul de Minas Gerais, em uma pequena cidade, nasceu uma menina chamada Marcela nos anos de 1950. Ela era muito amada e sua mãe não ficava sem ela, não confiava em ninguém para cuidar da pequena Marcela. Assim sendo, onde ia, carregava a criança, mesmo com ela crescendo cada dia mais.

Assim que Marcela completou um ano, sua mãe passou a sentir dores de cabeça que nunca passavam. Seu esposo a levou a vários médicos e nenhum deles conseguia curá-la. Mesmo porque, naquele tempo era muito difícil, a medicina não era tão avançada como é hoje. Marcela estava com quase dois anos quando um médico diagnosticou sua mãe com um tumor cerebral.

A jovem mãe possuía apenas 26 anos. Sentia que deixaria Marcela e recomendou mil coisas a todos os amigos e parentes. Foi assim que, aos dois anos e quatro meses de Marcela, sua mãe faleceu.

Muitas pessoas contavam para Marcela que não conseguiam esquecer do sepultamento de sua mãe. Que seu pai chorava com ela no colo e ela olhava sem compreender o que acontecia. Disseram que ela usava um vestido rodado amarelo claro e seus cachos louros balançavam com o vento.

Marcela passou a ser criada pela avó paterna que era católica e não deixava de mandar celebrar missa para alma da nora todos os anos. Porém, no aniversário de 7 anos da órfã, algo ocorreu.

Durante toda madrugada, um som estridente indo e vindo impediu que a avó de Marcela dormisse. Vez ou outra umas gargalhadas acompanhavam os ruídos. Ela olhou por todas as janelas e nada via. No dia seguinte, sua neta veio muito feliz e a abraçou. Era dia de festa, mesmo a pobre idosa não tendo pregado os olhos durante a noite. Foi quando Marcela disse:

– Vó, sonhei que estava no pomar. Havia um balanço na mangueira onde minha mãe me empurrava e ríamos felizes. Ela estava muito bonita. Seus cabelos eram compridos e o vento acalentava aquele momento, fazendo o balanço me levar alto. Até o perfume dela eu sentia…

Sua vó então disse:

– Nossa, sua mãe precisa de oração, vou à igreja encomendar uma missa para a alma dela.

Marcela ficou estranha, sentiu um vazio. Esperava que a avó confirmasse que o sonho tinha sido real. Então, foi para seu quarto e sentiu o mesmo perfume que sentira no sonho. A criança ficou sem entender muito bem e foi ao encontro da avó, puxou-a pela mão e lhe pediu para que fossem até o pomar onde havia o mangueiral.

Ao chegar lá, ambas ficaram sem palavras por alguns momentos. Lá estava um balanço que nunca existiu e no chão de terra havia passos de um adulto e de uma criança. Ao aproximar-se mais do balanço, em suas correntes estava preso um fio de cabelo longo. A idosa que sempre dizia que morto não volta, diante do que via, preferiu calar-se.

Marcela acredita até hoje que esteve com a mãe. E esta foi a única vez que ela a viu em idade de saber descrevê-la, principalmente com riqueza de detalhes. Foi seu presente de aniversário. Mesmo tentando diversas vezes se reconectar com a mãe novamente, nunca mais conseguiu. Só restando a saudade deste momento de ternura.

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