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Pingos

por Mundo Sombrio
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Enquanto eu escrevia meus contos, escutei alguns pingos altos, porém, não dei muita importância para tal, pois estava chovendo e poderia ser as gotas de chuva que caíra do lado de fora da casa.

Com alguns relâmpagos e trovões surgiram, e logo algum acertara algum posto perto de casa. Tudo fica na escuridão, corro para agarrar minha lanterna, gosto de chuva, de escuridão, mas não quando eu me encontro só em casa. Que horas meus pais viriam? A hora não passa, a luz não volta, e eu estou começando a entrar em pânico.

Novamente escuto os pingos, altos e longos, não é da chuva e não é lá fora. Agarrei a lanterna e me direcionei a procura desse infernal som, uma péssima ideia.

Percorri toda a minha casa, entrando cômodo por cômodo, sem obter resultado algum, pensei então voltar ao meu quarto, certamente não era nada, era o que eu pensava.
Ao adentrar ao meu quarto, a luz da lanterna iluminou o canto do meu quarto e lá encontrava-se uma poça, não era água, a sua cor era escura. Fui na direção, agachei-me e toquei dois dedos e trouxe até próximo do meu rosto, era de cor vermelha, era sangue!

Dei alguns passos para trás e esparrei em algo, um calafrio tomou de conta do meu corpo, assim como o medo, e virei-me lentamente para trás. Havia uma mulher parada, sem se mover, de cabeça para baixo. Não tive reação, ela calmamente foi subindo a cabeça e meu espanto foi maior, era eu, sem meus olhos, chorando lágrimas de sangue, com um imenso sorriso entre os lábios. Dei alguns passos para trás, e cheguei novamente próxima à poça de sangue, não conseguia passar por ela(por mim) e então, de repente garras negras surgiram dessa poça e agarraram meus pés, tentei lutar, mas foi em vão, fui puxada para as profundezas do inferno.

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Um trovão caiu e uma voz surgiu:

— Menina, acorda!

Abri meus olhos preguiçosamente, com a exposição da claridade da luz, olhei para a porta, minha mãe sorrindo para mim vestindo um camisola, escutei o som da chuva do lado de fora.

— Ué, teve um pesadelo? – disse ela.

— Por que? – como ela sabia que eu tivera um pesadelo?

Você estava gritando, e seus pés estão vermelhos, parece que teve uma luta imensa nesse sonho, hein?! Vai tomar uma água, você está pálida, menina! – encostou a porta do quarto e voltou para o seu quarto.

Ao olhar para meus pés, ambos estavam realmente vermelhos, com alguns arranhões, como se algo tivesse pego eles. Até que, um raio caiu por perto, tudo tornou-se escuridão novamente, e os pingos voltaram.

História de Terror escrita por Lorraina Costa

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