O Buquê de Flores Brancas

Eu nunca fui muito de acreditar em superstições, mas para uma garota de 17 anos desesperada pelo amor de um garoto, eu estava fazendo de tudo. Você que é ou já foi adolescente, deve saber como são essas coisas. Então, resolvi ir com minha amiga a uma cartomante.

O dia marcado chegou, e lá fomos nós duas.

O lugar era afastado da cidade, ruas escuras, amedrontador.
Chegando à casa da suposta cartomante, o lugar era mais assustador ainda, lixo por todo canto, bonecos voodoo pendurados em toda parte, e todo tipo de colar que você possa imaginar. Não havia lâmpadas, o ambiente era pouco iluminado por velas, que junto com as teias de aranha, formavam um cenário digno de filme de terror.

Tudo na sala daquela mulher estava à venda, então, enquanto minha amiga tinha sua “sessão”, fiquei dando uma olhada.

Todo o tipo de pingente que você imaginar, estava lá, eu suspeito que alguns até feitos com partes de animais. Até que encontrei um em especial, um crucifixo, oculto, atrás de todos os outros, um crucifixo diferente, com a imagem de um homem com chifres cravada no meio, parece que ele me chamou até ele.

Assim que o peguei, a cartomante e minha amiga saíram do quarto em que estavam, e ela logo que me viu com o crucifixo e me alertou:

– Este, não está à venda filha.

Eu logo respondi que só estava olhando, mas, na verdade, queria mesmo aquele crucifixo.

A mulher continuou:

– Este objeto tem uma força inestimável. Um dia com ele, e seus desejos mais profundos se realizarão, mas todos que usufruíram do poder dele, sempre pagaram um preço muito alto.

Eu achei que só podia ser loucura da cabeça da velha, mas, não sei o quê dentro de mim, me fez roubar aquele crucifixo.

Assim que o peguei, disse que tinha pensado melhor e desisti da minha sessão, apenas saí do lugar sem nem dizer nada para minha amiga, e fomos para casa.

No outro dia, sozinha em casa, peguei aquele crucifixo da bolsa e o observei atentamente, ele tinha um cheiro característico de terra, algo que me lembrava, cemitérios.

Eu não sabia o que estava fazendo, parecia loucura mas, me agarrei fixamente a ele e fiz o desejo.

Eu desejei que o menino, o menino pelo qual era era profundamente apaixonada viesse a mim com um buque de flores brancas.

Eu me senti tremendamente idiota por acreditar naquilo e mais ainda pelo pedido que fiz.

Foi quando o telefone tocou. Era ele. Aquilo me deixou espantada, pois a gente quase não se falava, muito menos telefonava um para o outro, porque logo agora isso foi acontecer?

Só podia ser coincidência. Eu me neguei até o último momento a acreditar que aquilo era obra do crucifixo. Mas, algo dentro de mim me fez acreditar quando fui questionada se estava em casa e se queria receber uma visita.

O desejo que eu fiz ao crucifixo se realizou, eu estava fora de mim.

Duas horas se passaram, e ninguém bateu à porta, eu enfim voltei a realidade, e percebi que aquilo não passara de um trote. Então fui dormir.

No outro dia na escola, as aulas foram suspensas porque algum aluno havia sofrido um acidente de carro noite passada e teria falecido.

O aluno? O menino que eu sempre fora apaixonada.

Eu logo lembrei do crucifixo e do que a velha cartomante falou sobre ele.

“UM PREÇO ALTO”

Voltei correndo para casa aos prantos, inconsolável, sem saber o que fazer.

Cheguei em casa e me tranquei no quarto. Me joguei na cama, parecia que a vontade de viver havia me abandonado.

Mas, eis que quando eu me deito, percebo que há algo em cima da cama.

Me viro e olho, havia sim algo:

Um buquê de flores brancas.

Por: Desconhecido

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