O Interruptor

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Saindo do trabalho, comecei a pensar como o dia foi extremamente cansativo e estressante, e para recompensar nada melhor que um belo banho quente, minha comida predileta, cama e um bom filme.

Chegando no prédio, cumprimentei o Sr. João – o porteiro -, entrei com o carro na garagem, estacionei; ao descer enquanto carregava alguns livros e a bolsa, escutei um ruído vindo no fim do estacionamento. Curiosa, pensei que poderia ser Dona Maria do apartamento 02 – uma senhorinha que sofria de Alzheimer -, logo deixei os livros em cima do teto do carro e me direcionei até a extremidade, não tinha absolutamente nada. Achei estranho, mas não dei a mínima importância para tal circunstância, afinal eram 10 andares, podendo ser uma das crianças ou até mesmo algum bichinho de estimação.

O elevador do prédio ainda estava com defeito, me obrigando a subir mais dois lances de escadas, acumulando ainda mais cansaço. Vagarosamente subia degrau por degrau, meu andar eram um dos primeiros. Surpreendentemente, algo atraiu minha atenção, a última luz do prédio piscou algumas vezes e apagou; apoiei minhas mãos no corrimão da escada e inclinei meu corpo para fora da mesma, afim de saber o que tinha acontecido.

Enquanto meu rosto estava voltado para cima, fui pega de surpresa com o mesmo som da garagem, agora, surgirá entre os primeiros degraus. Me assustei e rispidamente olhei para baixo, avistando uma mão masculina que carregava consigo uma faca pontiaguda e ensanguentada, mão esta que também segurava o corridão do lance de escadas, sugerindo que estava subindo-as.

Como se não bastasse o medo da última imagem, uma das luzes voltou a piscar e apagar, agora, era do penúltimo andar, assim, sucessivamente a escuridão começou a tomar conta do prédio. Ao conduzir meus olhos para baixo, percebi que o dono daquela mão subia as escadas em um ritmo acelerado. Não faltava muito para que eu chegasse no meu apartamento, talvez mais uns dez degraus no máximo e estaria no meu apartamento. Não queria descobrir o que era, muito menos no escuro e antes que tudo torna-se breu, corri.

Destranquei a porta e passei ligeiramente para o lado de dentro, aguardei a luz do meu andar apagar, mas para minha surpresa não apagou. Liguei para Sr. João e requisitei para que enviasse o guardinha do prédio verificar o que estava acontecendo, pois achava que alguém desconhecido tinha entrado no prédio. No aguardo da resposta, felizmente a campainha tocou, era o guarda, dizendo que estava tudo nos conformes. Por um momento me senti aliviada e segura.

Tomei um delicioso banho, coloquei o pijama, comi o resto de uma pizza e me joguei na cama. Liguei a televisão, rodei todos os canais e nenhum filme roubou minha atenção, avistei na tela do celular o horário e era hora de descansar de um dia cheio de tensão. Ativei o alarme e apaguei as luzes. Ao começar a pegar no sono, eis que ouço o mesmo sonido das escadas, e desta vez, vinha de dentro do meu apartamento.

No escuro, procurei pelo interruptor, mas outra mão já estava lá.

Por: Lorraina Costa

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