Karl Denke, O Homem que vendia pedaços Humanos como sendo Carne de Porco

Nascido em 12 de agosto de 1870 na Silésia, no Reino da Prússia (hoje Ziębice, Polônia), mas sem muitos registros da infância de Karl Denke, além do fato de que ele era um péssimo aluno e fugiu de casa aos 12 anos. Aos 25 seu pai morreu e Karl usou sua herança para comprar uma propriedade na pequena cidade de Münsterberg.

Em Münsterberg, ele era conhecido como um cidadão local generoso, atencioso e devoto, até referido por alguns como “Vater Denke” ou Padre Denke. Ele carregava a cruz em funerais evangelistas e tocava órgão durante os serviços religiosos. Apesar de levar um estilo de vida de classe média baixa, ele ajudava mendigos e viajantes, dando-lhes um lugar para ficarem se precisassem. Ele não bebia álcool e não era conhecido por ter relacionamentos com mulheres.

No entanto, como muitos na Alemanha após a Primeira Guerra Mundial, ele perdeu suas economias devido à inflação galopante e foi forçado a também vender sua casa, embora continuasse a alugar um apartamento no prédio no andar térreo. Muito querido e respeitado na cidade, Denke vendia regularmente suspensórios, cintos, cadarços e outros artigos de couro no mercado local e às vezes até de porta em porta. Ele também viajava com frequência para Breslau (hoje Wrocław), onde foi licenciado pela Butchers Guild para vender carne de porco nos mercados da cidade – toda ela desossada, em conserva e em potes.

Era uma época de crise e seus produtos eram populares, permitindo-lhe manter uma vida decente. Agora você provavelmente pode adivinhar até onde isso vai dar.

A verdade sobre Karl Denke

A vida dupla de Denke se desfez rapidamente quando, em 21 de dezembro de 1924, um mendigo apareceu na delegacia de Münsterberg coberto de sangue, alegando que tinha acabado de escapar do apartamento do padre Denke com vida. A polícia não queria acreditar no mendigo desconhecido, mas um breve exame médico revelou que ele havia sofrido um sério ferimento na cabeça, corroborando sua história de que ele havia sido atacado com um machado.

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A polícia foi interrogar Denke, que explicou que realmente havia atacado o vagabundo enquanto o homem tentava roubá-lo após receber uma esmola. Denke foi levado para a delegacia e colocado em uma cela durante a noite, apenas para ser encontrado morto quando um policial foi procurá-lo naquela mesma noite. Ele havia se enforcado com um laço feito de um lenço, deixando as pessoas especulando desde então sobre seus motivos para o crime que cometeu.

Só depois que o cadáver foi entregue a parentes e a polícia foi ao apartamento de Denke para guardar seus pertences na véspera de Natal é que o povo de Münsterberg descobriu exatamente que tipo de homem havia vivido entre eles. O que as autoridades descobriram lá dentro foi essencialmente uma loja de processamento de carne que testes de laboratório confirmaram mais tarde estar cheia de restos humanos, incluindo centenas de ossos, pele humana esticada e desidratada, cubas de gordura, potes de carne em salmoura e um armário cheio de sangue – roupas manchadas, bem como os utensílios de trabalho, inclusive os equipamentos para fazer sabão.

Algumas das coisas encontradas na casa de Karl Denke
Algumas das coisas encontradas na casa de Karl Denke

Dezenas de documentos e papeis de identificação também foram encontrados, incluindo o extenso livro-razão de Denke que continha os detalhes de pelo menos 42 pessoas que Denke havia assassinado e canibalizado entre 1914 e 1918. Pensa-se que ele vendeu a carne de suas vítimas no mercado de Breslau como sendo carne de porco. Nem é preciso dizer que, apesar do feriado, houve uma queda nas vendas de carne suína em Breslau naquele Natal.

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