A Noite das Garotas

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A Noite das Garotas é uma história assustadora sobre duas adolescentes perseguidas por um perigoso assassino.
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Isabella e Chloe eram duas adolescentes americanas típicas. Depois da escola, elas passavam o tempo todo juntas, assistindo filmes de terror, fazendo festas do pijama, comprando roupas novas. Elas gostavam de festejar, acompanhar seus amigos, se divertir e apenas curtir a vida. Mas não tinham ideia do destino cruel que a vida lhes reservava.

Uma noite, elas decidiram sair à noite com algumas outras garotas. As meninas planejavam ir à uma boate assim que seus pais dormissem. Isabella deu um beijo de boa noite nos seus pais e subiu para o quarto. Assim que percebeu que todo mundo já tinha ido dormir, pegou o celular, ligou para a amiga e disse para encontrá-la na loja do outro lado da rua. Chloe concordou e desligou.

Isabella silenciosamente abriu a janela do quarto, tentando não acordar ninguém. Ela saiu pela janela e desceu pelo cano da calha. Enquanto descia a rua deserta, teve a sensação estranha de estar sendo observada. Os pelos da nunca tinham se arrepiado daquele jeito antes. Ela olhou para trás, mas estava sozinha. Não viu nada e nem ninguém. Quando ela chegou no ponto de encontro, estava tudo deserto, não havia ninguém por perto, então ela pegou o celular e ligou para a amiga.

— Eu já estou na loja! Anda logo, senão vou voltar pra casa!

— O que há de errado? – perguntou Chloe.

— Não sei – respondeu Isabella. Mas essa não parece ser uma noite comum. Algo não está certo. Estou sentindo uma vibe muito ruim.

— Pare já com isso! Você está apenas sendo paranóica – riu Chloe – Estarei aí em dois minutos.

Isabella desligou o telefone, mas não conseguia se livrar da sensação de que alguém ou algo estava observando-a. Cinco minutos depois, Chloe apareceu e as duas meninas andaram juntas em direção à boate. As meninas eram jovens demais para entrar no clube, mas os seguranças nunca pediam identificação. Elas entraram e logo eles estavam dançando ao som da música e flertando com caras na pista de dança.

Por volta das três horas da manhã, Isabella estava conversando com um cara muito fofo que devia ter pelo menos 10 anos mais que ela. De repente, ela sentiu o telefone vibrando no bolso. Era uma mensagem de texto de seu ex-namorado Anthony. Ela não tinha notícias dele desde que terminaram há um mês.

O texto dizia:

“VEM AQUI FORA, TENHO UMA SURPRESA ENORME PRA VOCÊ”.

Curiosa, ela olhou em volta e viu Chloe ocupada conversando com outro rapaz. Então, sem se despedir, Isabella saiu pela porta da boate. Ela tinha acabado de dar alguns passos, quando recebeu outra mensagem de texto.

“ENCONTRE-ME NO CANTO”

A rua estava mal iluminada e deserta. Isabella teve um mau pressentimento na boca do estômago. Algo não lhe parecia certo, mas ela disse a si mesma que estava apenas sendo muito cautelosa.

Dentro da boate, Chloe estava procurando por sua amiga. Depois de esperar 15 minutos, ela começou a ficar impaciente. Ela examinou a pista de dança, mas não havia sinal da amiga. Ela até checou os banheiros, mas eles estavam vazios.

Às 3:27 da manhã, Chloe, aliviada, recebeu uma mensagem de Isabella:

“ME ENCONTRE AQUI FORA AGORA! ANDA RÁPIDO!”.

Assim que Chloe saiu, recebeu outro texto:

“ESTOU AQUI NO CANTO! NO ESTACIONAMENTO, VENHA ME ENCONTRAR!”

Chloe seguiu as instruções, atravessando a rua escura e solitária. Quando ela dobrou a esquina, se deparou com uma visão horrível. Seu coração quase congelou no peito.

Isabella estava pendurada de cabeça para baixo em um poste de luz atrás da lixeira do estacionamento. Luzes brilhantes de árvores de Natal estavam em torno de seus tornozelos. Havia uma grande poça de sangue abaixo dela. Seu corpo estava completamente despido, revelando feridas profundas ao longo de seu estômago e peito.

Chloe caiu no chão e começou a gritar histericamente. Algumas pessoas que estavam em pé na porta da boate ouviram seus gritos e foram correndo ver do que se tratava. Quando dobraram a esquina e viram o cadáver ensanguentado de Isabella pendurado na frente deles, ficaram horrorizados.

A polícia foi chamada e eles interrogaram Chloe por horas. Ainda em um estado de histeria, ela mal podia falar. Soluçando incontrolavelmente, ela contou como ela e Isabella haviam fugido de casa naquela noite a fim de irem juntas à boate. Ela tentou se lembrar de todos os caras com quem conversaram e flertaram na pista de dança. Eles perguntaram se ela sabia de alguém que iria querer prejudicar a menina, mas ela não conseguia pensar em ninguém. Por mais que ela quisesse pegar o assassino de Isabella, ela não ajudou em nada na investigação.

Durante o interrogatório, um dos policiais mostrou uma sacola plástica e tirou um envelope manchado de sangue.

— Achamos isso dentro da garganta da sua amiga. Está endereçada a você – disse o policial enquanto entregava o envelope a ela.

“Chloe” era o que estava rabiscado na frente da carta. Com as mãos trêmulas, ela pegou o pedaço de papel dentro e o leu.

A carta dizia:

Talvez se você ficasse na cama como deveria, coisas assim não acontecessem. Não perambule pela noite. Coisas ruins podem acontecer.

Os policiais tiveram que agarrá-la antes que ela desmaiasse. Uma ambulância levou Chloe ao hospital e ela foi tratada, pois estava em choque.

Quando Chloe voltou para casa no dia seguinte, ainda muito abalada, seus pais disseram que o ex-namorado de Isabella, Anthony, havia sido preso pelo assassinato da garota. Mais tarde, ele foi libertado depois de passar no teste do detector de mentiras. Ele alegou que seu telefone havia sido roubado no dia do assassinato. A polícia não o descartou como suspeito no caso, mas eles não tinham provas suficientes para acusá-lo.

Como o destino quis, o assassinato de Isabella continuaria sem solução. Ninguém foi levado a julgamento pelo crime e, com o passar do tempo, as pessoas começaram a esquecê-lo.

Dois anos se passaram e Chloe quase tinha esquecido da noite terrível em que sua melhor amiga havia sido selvagemente assassinada. Uma noite, ela ligou para o namorado e disse que ia ao parque caminhar um pouco e que queria encontrar com ele lá. Eram cerca de duas horas da manhã.

Ela começou a caminhar até parque, mas sentiu uma presença estranha, exatamente como a que Isabella havia lhe contado na noite em que foi assassinada. Então, o telefone dela tocou. Era uma mensagem de texto do namorado dela.

“QUASE LÁ BEBÊ! TE AMO MUITO.”

Isso a fez se sentir muito melhor. Ela continuou andando, mas ouviu algo atrás dela. Imediatamente ela começou a correr.

O namorado dela chegou ao parque e a esperou por cerca de 15 minutos. Às 02:35, ele recebeu uma mensagem de texto da moça:

” VENHA ANDANDO E VOCÊ ME ENCONTRARÁ!”.

Ele fez o que o texto sugeria e seguiu em frente. Lá, pendurado de cabeça para baixo em uma das árvores, estava o corpo mutilado de Chloe. As luzes da árvore de Natal enroladas nos tornozelos dela, completamente nua e coberta de sangue.

Ele chamou a polícia e foi interrogado a noite toda. No dia seguinte, quando o namorado de Chloe chegou em casa, havia uma carta esperando por ele na porta dos pais. Estava manchada com pequenas gotas de sangue.

A nota no interior dizia:

Não fique perambulando por aí à noite. Coisas ruins podem acontecer.

Eu gostaria de poder dizer que os assassinatos de Isabella e Chloe foram resolvidos, mas esse não é o caso. Hoje, a polícia diz que a investigação ainda está em andamento, mas não tem novas pistas.

Os assassinatos raramente são falados hoje em dia. Eles eram casos de alto nível na época, mas devido à estranha falta de evidências, as pessoas logo se esqueceram deles. Todos os envolvidos continuaram com suas vidas.

Você pode estar se perguntando como sei muito sobre esses casos. Bem, prefiro não entrar a fundo nesse assunto, considerando que ainda é uma investigação em andamento.

Mas você deve saber que eu fui o policial designado para o caso. Eu fui o policial que entregou a Chloe a carta encontrada na garganta de Isabella e que deixou a carta manchada de sangue na porta da casa do namorado da segunda vítima.

Você também deve estar se perguntando por que os assassinatos nunca foram resolvidos. Bem, como eu sempre digo:

— Não fique esgueirando-se à noite … Coisas ruins podem acontecer … Heh heh heh …!

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