O Carrasco

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Então no século XVI na Velha Inglaterra vivia uma família de vassalos na aldeia de Sunville. O chefe da família, Sr. Michael Thorn e sua mulher eram felizes, porém não tinham filhos, o que era motivo de tristeza e frustração da Sra. Elisa Thorn, mas ela aceitava o desígnio Divino.

Elisa então, dedicava seu pouco tempo livre a cuidar das pessoas. Pessoas feridas, doentes, idosos, crianças e os prisioneiros da inquisição, que eram expostos em praça pública. Estes, que porventura os soldados do rei deixassem chegar perto para dar-lhes um pouco de água.

Elisa Thorn como todos os vassalos era muito católica e muito querida por toda Sunville. Ela era incapaz de qualquer tipo de frase mais ríspida e/ou violência.

Trabalhadores rurais realizavam serviços nas plantações e criações do reino. Os homens trabalhavam na lavoura e cuidavam dos animais e as mulheres e crianças nos pomares reais. Eles ganhavam pouco e viviam humildemente.

Naquele dia construía-se o palanque na praça. Onde se executariam os condenados pela justiça. Alguns enforcados e outros com o afiado machado do carrasco.

Carrasco!

Elisa tinha pavor daquele monstro. Como um ser poderia viver tranquilo sabendo que ceifaria vidas?

Aquele personagem executor era temido por todos, principalmente pelas crianças em seus pesadelos.

As mães davam medo nas mesmas, dizendo para não ficarem na rua até tarde, pois o carrasco passaria com seu capuz negro para pegá-los.

Na tarde da execução, centenas de fidalgos aguardavam na praça torcendo para ver sangue. Riam-se e vibravam a cada cabeça que rolava no palanque após o certeiro golpe do machado do carrasco. Elisa ficava arrasada quando isso ocorria e, por dentro, amaldiçoava a justiça real e até o próprio rei como também o algoz.

Quando os trabalhadores chegaram da lavoura à noite, Sr. Thorn encontrou Elisa a chorar. Serviu o jantar do marido muito abalada. Ela sempre ficava daquele jeito em dias de execução e ele já sabia.

Mais tarde em seu leito, ele apenas a abraçava e dizia que a amava para tentar consolá-la.

No sábado à noite, os homens de Sunville combinaram uma caçada. Todos já com seus cachorros, armas em punhos e mochilas despediam-se de suas esposas e filhos para subirem a montanha. Elisa após despedir-se do Sr. Thorn pôs-se a arrumar e terminar o serviço de casa. Ao descer ao porão para guardar uns tecidos, tropeçou em algo no chão. Era um alçapão mal fechado. Ele morava naquela casa há décadas e não conhecia aquilo.

Forçou a abertura arrombando a fechadura do alçapão com dificuldade. Ao conseguir abrir, viu algo que jamais em sua vida imaginaria encontrar ali.

Seu estômago embrulhou. Colocou todo o jantar para fora num misto de crise de vômitos e dor de estômago intensa. Elisa encontrou naquele alçapão um enorme machado e o capuz negro do carrasco.

Sim… o carrasco era seu doce e amado marido Sr. Michael Thorn. O carrasco não podia falar e/ou ser identificado ele só fazia seu “serviço”. Sua identidade necessitava ser preservada, mas agora ela já sabia quem era.

Ao chegar da caçada e adentrar em casa Sr. Thorn encontrou Elisa morta pendurada pelo pescoço numa corda e com o capuz negro do carrasco na mão…


ESCRITO POR: Silvia Restani

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