O Último Ônibus

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Depois de mais um exaustivo dia de trabalho, peguei o ônibus para voltar pra casa. Sempre pego no último horário, por volta das 11 da noite. Normalmente vou em pé durante os quarenta minutos de percurso, mas hoje, por sorte, consegui me sentar do lado da janela.

Logo que me sentei, senti o cansaço, afinal, trabalhei o dia todo. Como o ônibus ainda não havia saído do terminal, resolvi tirar um cochilo. Minutos depois, acordei com o som da campainha do ônibus, um passageiro a tocou porque desceria no ponto seguinte. Novamente, peguei no sono e logo acordei com uma luz forte apontada em minha direção. Era tão forte que eu não pude identificar de onde vinha. Aparentemente, eu fui o único passageiro que se incomodou com a luz. Ao olhar em volta, percebi que os outros passageiros já tinham desembarcado. Nesse momento, apenas o motorista e eu estávamos no ônibus.

O motorista havia percorrido metade do trajeto, então, resolvi cochilar um pouco mais na metade restante. Acordei, e notei que o ônibus ainda estava no terminal. Olhei no meu relógio e ainda eram 11 da noite. Será que eu sonhei todo o percurso em alguns segundos? Eu realmente estava cansado e, se piscasse os olhos, provavelmente dormiria por horas. E num piscar de olhos cochilei e acordei com uma luz forte apontada em minha direção, tal qual meu sonho. E agora acordado, ciente de tudo que estava acontecendo, também não pude identificar de onde vinha a luz. Nenhum outro passageiro se sentiu incomodado, somente eu.

Enfim, o ônibus estava chegando perto do ponto do meu desembarque, ao soar a campainha, senti meu corpo sendo levado para o acento do ônibus. Não consegui me mover. O motorista, que estranhamente não era o mesmo que estava dirigindo no início da viagem, não parou. Fiquei com raiva, afinal, eu teria que andar muitos metros por causa do motorista.

Quando falei para o motorista que ele passou do ponto, minha vista escureceu, como se eu tivesse dormido novamente, e de fato dormi. E acordei mais uma vez no terminal, ainda as 11 da noite. Mas dessa vez, olhei a data. Um ano havia se passado desde o dia que saí do meu serviço para embarcar no último ônibus. Pessoas embarcam e desembarcam e eu continuo aqui.

Resolvi prestar atenção na conversa dos passageiros. Numa dessas conversas, ouvi a história de um rapaz que ao sair do trabalho, morreu dentro do ônibus após uma parada cardíaca. Nada pôde ser feito. O socorro chegou rápido, tentaram de tudo… massagem cardíaca, lanterna nos olhos, e nada. O rapaz já estava morto.

Por: Regis Di Soller

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