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Nunca Só

por Mundo Sombrio
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Bem, por esses dias eu andei viajando, mas sinto que desde quando voltei há algo diferente. Me sinto sendo vigiada, ontem eu iria escrever, mas sinceramente não deu. Vou explicar melhor.

Terça-feira aconteceu da minha mãe passar as roupas e ir guardar. Eu, para ajudar, comecei a guardar as minhas, enquanto ela passava as dela e de meu pai, ofereci ajuda, mas negou dizendo que eu não sabia guardar as roupas como ela. Então fui para a sala assistir TV, logo ela chegou brava perguntando se eu tinha ido mexer no guarda roupa dela. Fiquei com cara de ponto de interrogação e então ela me explicou que as portas do guarda-roupas dela estavam abertas, mas só tinha eu e ela. Ela ficou achando que era eu pregando peça nela e eu achando que era ela fazendo brincadeiras comigo já que sabe que sinto, escuto e vejo coisas inexplicáveis.

Quarta-feira no período da tarde, minha mãe foi mexer em uns produtos de higiene e derrubou um pó compacto (maquiagem), fazendo uma sujeira imensa. Na hora que derrubou ela deu um grito, eu estava em meu quarto quando aconteceu, saí correndo na direção da sua voz e quando vi comecei a rir, pois ela havia ficado suja e a pia do banheiro também, as duas começaram a rir e me ofereci para limpar. Ela supostamente aceitou minha ajuda, achei estranho, afinal ela mesma gosta de limpar as suas sujeiras.

Fui lá fora para pegar uma bucha, um produto de limpeza e um pano. Passei o produto e comecei a passar a bucha para tirar o “grosso”, voltei lá fora para passar uma água na bucha, mas quando eu voltei a pia estava limpa. Achei estranhíssimo, me direcionei até minha mãe que se localizava na salinha da edícula e perguntei se foi ela que havia limpado e ela negou, dizendo que não foi ela. Eu achando que era mais uma brincadeira dela, disse que não tinha graça se passar por um gasparzinho. E ela disse que não sabia o que eu estava dizendo. Comecei a me sentir confusa. Não dei explicação do que eu estava imaginando e fiquei na minha, não pensei em focar meu pensamento, muito pouco ficar com medo. Na quarta-feira de noite postei na página que postaria naquele mesmo dia um relato, mas não foi possível.

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Era umas vinte três e vinte da noite quando percebi um dos meus gatos miando horripilantemente para o corredor atrás da casa, achei que fosse algum gato que tinha vindo atrás da minha gata que estava no cio. Peguei a lanterna, iluminando todo o corredor e nada, não tinha nada ali, mas o Morfeu não parava de miar, estava todo arrepiado. Peguei ele no colo, mas foi uma péssima ideia, além dele me arranhar voltou para o mesmo lugar. Comecei a achar estranho, mas não tinha imaginado nada de ruim no entanto. Guardei a rede onde estava deitada e entrei, fui para o computador para escrever meu conto para vocês, mas primeiro fui beber água e pegar algo para comer enquanto o computador ligava.

Voltei para o computador com bolo e suco, como estava calor resolvi abri a porta e as janelas, foi uma péssima ideia.

Estava escutando música e escrevendo, quando escutei um barulho vindo do pé de pinha. Caminhei até lá fora e o barulho parou. Desta vez minha gata que estava miando, pensei que era algum passarinho no pé de pinha, voltei pra dentro e fechei a porta da sala e deixei só as janelas abertas.

Enquanto estava concentrada escrevendo escutei novamente um barulho, desta vez soube o que era: eram asas. Pensei em um morcego, afinal fazia bastante barulho. Abri a porta e olhei pro meio da escuridão sem ver nada, apenas escutando e foi aí escutei alguns passos e seguido de um barulho vindo do corredor.

Mais do que depressa entrei e fechei a porta, sentei no sofá até processar o que era aquilo no pé de pinha e o barulho que ouvi, enquanto eu pensava tudo sobre aquilo entrou uma mariposa imensa pela janela. Mas o pior não era ela, mas sim algo que me observava do lado de fora, não havia visto apenas sentido um leve arrepio na espinha. Tive a péssima ideia em fechar a janela e a persiana. Quando estava fechando a persiana, percebi algo parado perto do portão da garagem, um vulto negro. Fechei meus olhos e terminei de fechar a persiana. Ao acabar me joguei no sofá, pensando no que fazer, então lembrei da oração para afastar coisas do “gênero”. Rezei por uns 10 minutos, sem pausas até me sentir tranquila e calma.

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No outro dia quando acordei, pensei no que tinha acontecido e liguei os fatos: as portas do guarda-roupa, a pia do banheiro, os gatos agitados. Tudo fez sentido e dei conta de que nunca estaremos sozinhos, inclusive AGORA!

Por: Lorraina Costa

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2 comentários

José wanderson da Silva Cardoso 5 de abril de 2020 - 18:09

Ótima história sempre nos surpreendendo e dando cala frios ?

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Mundo Sombrio 5 de abril de 2020 - 18:25

Valeu José! Obrigado pela presença! Abraços Sombrios!

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