Não gosto de Olhar em baixo da Cama

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“Não gosto de olhar em Baixo da Cama” é uma história assustadora sobre uma menina que após ganhar uma cama de presente, descobre que nela mora algo sobrenatural.

Tenho 32 anos e até hoje tenho medo de levantar a noite. Aos 20 anos minha mãe me brigou por eu ter feito xixi na minha cama, é que não tive coragem de levantar a noite para ir ao banheiro. Não vou! De jeito nenhum!

Mas tudo realmente começou quando eu tinha 11 anos. Eu tinha ganhado uma cama de presente da minha tia. A cama era linda, era rosa, cheia de detalhes de coração, fiquei encantada, mal esperava para dormir nela. Então anoiteceu, fui logo para cama, mas antes, dei um beijo no meu pai e na minha mãe.

Quando fui para o meu quarto, notei uma coisa estranha, estava escuro, mas eu vi alguém entrando debaixo da minha cama. De cara eu pensei que era meu irmão mais velho, ele fazia isso na minha cama antiga, se escondia debaixo dela para me assustar.

“Sai daí Cláudio, eu te vi!”. Eu chamei pelo meu irmão duas vezes.

Mas nada… ele não saiu, então eu acendi a luz e olhei debaixo da cama e não havia ninguém. saí do quarto assustada, quando olhei para o corredor, o Cláudio estava vindo do banheiro, então eu o chamei.

“Cláudio, eu pensei ter visto você entrando debaixo da minha cama, mas quando eu fui ver não tinha ninguém”. Ele me olhou desconfiado, mas depois riu.

“Deve ser o Bicho Papão te esperando”. Fiquei arrepiada quando ele disse isso, nunca tinha sentido algo assim.

“Não tem graça! Estou com medo! Vai lá ver”. Eu chorei, insistindo para ele ir lá no quarto comigo. Então ele foi, acendeu a luz e olhou em baixo da cama.

“Não tem nada aqui boba, essas coisas não existem, então vai dormir. Qualquer coisa estarei no quarto ao lado ta bom? É só me chamar”. Aquelas palavras me tranquilizaram um pouco, pois eu sei que meu irmão dorme até tarde, pois ele fica no celular falando com a namorada.

Então apaguei a luz do meu quarto e fui para a cama. Estava só deitada pois demorei para pegar no sono. Mas eu me lembro bem, quando eu estava cochilando eu senti a cama mexer. Só um pouquinho, mas eu juro que mexeu!

Então eu gritei!

Meu irmão veio rápido e acendeu a luz.

“O que foi? Viu uma barata?” Ele perguntou. Eu levantei e fui até ele.

“A cama  se mexeu! tem alguma coisa debaixo dela!”. Eu gritei assustada.

Ele olhou novamente, ligou a lanterna do celular e dessa vez me chamou para olhar também.

“Está vendo, não tem nada! Foi um pesadelo maninha. Volta pra cama, esta bem? Olha, deixa a porta do seu quarto aberta, eu vou deixar a porta do meu aberta também.”. Ele disse isso um pouco irritado e voltou para o quarto.

Me senti uma boba, talvez tenha sido isso mesmo, só um pesadelo.

Pois bem, mais uma vez fui para a cama, dessa vez com a porta do quarto aberta, de lá dava para ver o quarto do meu irmão que ficava bem de frente, percebi que a luz do celular estava ligada, que bom, fiquei tranquila por ele ainda estar acordado.

Depois disso não lembro, acho que peguei no sono rápido, e quando me assustei, vi que estava tudo escuro, meu irmão já estava dormindo. senti um calafrio! Comecei a olhar em volta do meu quarto, na escuridão, quando eu vi, no canto da parede, alguma coisa estava lá!

Era estranho, não parecia humano, tinha longos braços, o corpo era estranhamente magro, como se os ossos estivessem colados a pele. Ele estava de frente para a parede, bem no canto, parecia estar tremendo. Respirei fundo, acho que ele ouviu, porque ele virou olhando direto pra mim!

Corri em direção ao quarto do meu irmão, pulei chorando em cima dele, que se assustou.

“Você está ficando louca?” Ele me perguntou irritado pelo susto.

Ele acendeu a luz do quarto dele e eu olhei para o meu quarto. Eu vi aquela coisa se arrastando para baixo da cama!

“Cláudio! Olha! Você viu?”. Perguntei a ele.

Ele não viu, mas acendeu a luz, foi até lá, e não havia nada embaixo daquela cama!

“Cláudio, posso dormir com você?” Eu perguntei, ainda tremendo de medo.

Meu irmão ficou assustado, ele não viu nada, mas ele viu o quanto eu estava com medo. Papai e Mamãe acabaram acordando e foram lá, eu contei o que eu ví, meu pai olhou e arredou a cama, e nada. Mais uma vez meu irmão insistiu que foi só um pesadelo, mas ele pegou meu cobertor e fomos dormir no quarto dele. Ele apagou as luzes e me abraçou. Me senti segura com o abraço dele, adormeci rápido.

Acordei no meio da madrugada, e eu vi! Aqueles olhos! No meu quarto! Estava vindo debaixo da minha cama. Meu Deus! Esquecemos de fechar as portas dos quartos! Fiquei paralisada de medo! Não conseguia gritar, nem me mexer! Aqueles braços foram saindo da cama, e aquele corpo esquelético estava se mexendo, ele estava saindo, estava se levantando, ele ficou de pé na porta do meu quarto, olhando pra mim!

Ele fechou a porta! E eu fiquei alí, paralizada!

Quando acordei o sol já estava brilhando. Meu irmão Cláudio já havia levantado, ele sai cedo no fim de semana para jogar bola. Papai já devia ter saído para o trabalho. Caminhei até a cozinha e encontrei um bilhete deixado pela minha mãe. Dizia que ela havia saído para a feira e não iria demorar.

Eu olhava para o meu quarto, que estava ainda com a porta fechada. Respirei fundo, peguei uma faca de cozinha e fiquei na frente da porta. Eu abri, meu quarto estava escuro, as persianas da janela do quarto estavam fechadas, a luz não entrava ali. Mas como o interruptor ficava bem perto porta, acendi a luz. O quarto estava vazio. Meu celular estava no criado-mudo ao lado da cama. Fui pegar o celular para ligar logo para mamãe, ela estava demorando,e eu não queria ficar sozinha, não depois de ontem. Fui andando devagar, com a faca na mão, peguei o celular e comecei a discar pra minha mãe.

De repente a luz apagou. Meu Deus! Uma queda de energia!

Fiquei paralizada, congelada, quando senti aquela mão fria agarrando meu pé. Ele me puxou! Eu caí! Bati com a cabeça no chão! A faca caiu da minha mão! E ele começou a me puxar!

Eu gritava! Eu chorava! Ele estava me puxando! Ele rosnava como um cão raivoso! Aquelas mãos geladas me puxando para baixo da cama!

Eu gritava, quando a energia voltou, a luz do quarto acendeu, mas ele continuava me puxando!

Minha mãe apareceu! Ela me viu desesperada! Ela segurou em minhas mãos e me puxou!

Quando ela viu, ficou horrorizada! Minha perna estava com marcas de arranhão.

Ela me levou para a sala, pegou um kit médico e fez um curativo.

Eu estava tremendo, não conseguia dizer uma só palavra, recobrei a voz quando eu a vi indo em direção ao meu quarto.

“Mamãe, não entre no quarto!” Gritei em voz alta, mas ela parecia não me escutar.

Ela foi até lá! ligou as luzes, abriu as persianas e arredou a cama. Não havia nada.

Quando meu irmão e meu pai chegaram, me levaram ao médico. Disseram que eu havia feito aquelas marcas com a faca que estava comigo.

Fiquei revoltada! Eu não sou maluca! Ele estava lá! Havia alguma coisa de baixo da cama que me agarrou! Ele me puxou!

Meus pais me levaram a um psicólogo. Ele diagnosticou que eu estava muito agitada e precisava fazer algumas atividades para aliviar essa ansiedade. Outros médicos disseram até que tenho sonambulismo. Que absurdo! Ninguém acreditou em mim! Nem um pouco!

Conversei com o meu irmão. O Cláudio era o único que realmente me escutava, sempre foi assim, a gente tem uma ligação muito forte. Mostrei as marcas pra ele, ele ficou assustado e desconfiado. Ele disse que era melhor eu dormir no quarto dele essa noite. Eu estava disposta a mostrar a ele o que eu vi. Fui dormir no quarto dele novamente, dessa vez preparada, com meu irmão eu tinha forças, tinha coragem.

Naquela noite deixamos as portas abertas, dos dois quartos. Cláudio disse para eu acorda-lo se visse alguma coisa. Então fomos dormir.

Novamente abri os olhos no meio da noite, senti que o braço do meu irmão estava pesado. Ele adormeceu, mas eu estava bem acordada agora. Senti um calafrio estranho, um calafrio de medo. Ele estava lá, dessa vez ele não veio debaixo da minha cama. Ele veio do corredor!

Não posso acreditar! Ele estava andando pela casa!

Aquela coisa sabia que eu estava acordada, porque ele parou na porta do quarto do meu irmão, olhando pra mim! Depois foi se afastando devagar  e voltou para o meu quarto.

Eu senti meu irmão me abraçando mais forte! Meu Deus! Ele também viu!

“Fique aqui.” Cláudio sussurrou em meu ouvido, foi se levantando devagar, acendeu a luz do quarto dele e foi em direção ao meu quarto. Ele acendeu a luz, depois apagou, fechou a porta e voltou para perto de mim.

“Cláudio… Você viu?” Eu perguntei a ele sentindo um arrepio.

Ele não disse nada, mas estava gelado e tremendo.

“Vamos dormir.” Essas foram as palavras dele, mas nenhum dos dois dormiu.

Pela manhã, meu irmão não quis falar sobre o assunto de ontem a noite, mas conversou com a mamãe e o papai e disse  que era melhor eu e ele ficarmos  no mesmo quarto, até meu tratamento com o psicólogo terminar, então mudaram minha cama para lá, e o meu quarto virou um pequeno depósito. Eu pedi uma outra cama, então vendemos aquela que minha tia havia me dado, e compramos uma nova, e também, um abajur. Eu não queria mais dormir no escuro, mesmo se estivesse no mesmo quarto que meu irmão. Então tudo isso foi feito.

Fiz aulas de teatro, música, para aliviar a ansiedade que aqueles “especialistas” disseram.

Finalmente, achei que todo aquele pesadelo havia passado. Estava com uma cama nova, um abajur, e agora eu não dormia mais no escuro. Mas numa certa noite, eu acordei apavorada, minha cama estava tremendo! E de repente, parou!

Meu Deus! Ele está aqui! Está aqui no quarto do meu irmão! Pensei que era a cama, ou o meu quarto, mas sou eu, ele está aqui por mim.

Hoje sou casada tenho 2 filhos que dormem em outro quarto com abajur, Eu e meu marido dormimos no quarto ao lado, um dia contei a ele o que aconteceu, mas ele achou que era uma fase de adolescente, algum pesadelo.

 Até hoje durmo com o abajur ligado, e nunca mais olhei embaixo da cama, nem para limpar, quem faz isso é a empregada, de dia.

Acredito que ele veio comigo, pois escuto ruídos a noite, mas não abro os olhos por nada, ele deve estar ainda debaixo da cama, escondido, me esperando.

Por Eliza Soares

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