Conheça Edson Izidoro Guimarães, o Enfermeiro da Morte

A História do Enfermeiro da Morte

Por dois anos, funcionários do Hospital Salgado Filho, do Rio de Janeiro, não conseguiram entender o alto índice de mortalidade na unidade de terapia intensiva de emergência do hospital. Os pacientes – muitas vítimas de acidentes graves, câncer, derrames ou doenças cardíacas – nunca tiveram uma perspectiva particularmente brilhante.

Mesmo assim, o hospital público investiu em equipamentos de alta tecnologia, em novos procedimentos e treinamentos, e a taxa de mortalidade se recusou obstinadamente a cair. Isto é, até descobrirem a causa da discrepância: o antigo auxiliar de enfermagem Edson Guimarães, um suposto assassino em série.

Guimarães, 42, confessou inicialmente cinco assassinatos, dizendo que havia acabado com a vida dos pacientes para amenizar seu sofrimento. Ele também admitiu ter corrido para notificar as casas funerárias altamente competitivas da cidade sobre as mortes, na esperança de ganhar uma gorjeta de R$ 300,00 se ele fosse o primeiro a relatar a morte e a família assinasse um contrato com a agência funerária.

“Ele não é nenhum Dr. Kevorkian”, disse Flavio Silveira, administrador do Salgado Filho, um dos maiores hospitais públicos do Rio. “Esse cara disse que queria abreviar o sofrimento e também ganhar algum dinheiro extra, porque todo mundo ganha algum dinheiro extra.” As vítimas de Guimarães eram em sua maioria pacientes inconscientes ou em coma, que ele matou por injeção letal ou removendo máscaras de oxigênio, acusam os promotores.

No final de abril, uma faxineira avistou o ajudante de cabelos grisalhos tirando uma seringa de cloreto de potássio mortal do almoxarifado, colocando-a no bolso e depois entrando na unidade de terapia intensiva, dizem os médicos e promotores. Enquanto Guimarães fazia suas rondas, relatou a mulher, ele silenciosamente pressionou a agulha na bolsa de soro intravenoso de uma das meia dúzia de pacientes da unidade e acertou o êmbolo. Momentos depois, o paciente estava morto.

Alertados, os administradores a título de teste transferiram Guimarães para um ambulatório no próximo turno. A taxa de mortalidade em terapia intensiva caiu para zero. Quando Guimarães voltou três dias depois, em 4 de maio, quatro pacientes morreram, enquanto a polícia esperava em um escritório próximo para fazer uma prisão.

Uma verificação dos registros do hospital revelou que a taxa de mortalidade da unidade dobrou durante os turnos de 12 horas de Guimarães, de uma média de pouco menos de duas mortes para quatro ou mais. Entre 1º de janeiro e 4 de maio, 131 das 225 mortes ocorridas no pronto-socorro do hospital ocorreram enquanto o Sr. Guimarães estava de serviço.

Após a prisão e confissão de Guimarães, seu advogado parecia estar preparando uma defesa contra insanidade. Em recente depoimento no tribunal, porém, Guimarães, que contratou um novo advogado, mudou sua história. Ele disse que confessou apenas porque foi ameaçado pela polícia.

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Edson Izidoro Guimarães, o Enfermeiro da Morte

Questionado por repórteres em entrevista coletiva se ele havia envenenado pacientes, Guimarães disse: “Alguns pacientes, sim”. Questionado se tinha tirado as máscaras de oxigênio dos pacientes, ele disse: “Tirei a máscara de oxigênio, também. Teve cinco pacientes que isso aconteceu … escolhi os pacientes que eu atendia sofrendo, geralmente pacientes com AIDS, pacientes que foram quase terminais. Estou tranquilo porque os pacientes estavam em coma e não tinham como se recuperar. “

Após seus crimes virem à tona, Edson Izidoro Guimarães ficou conhecido pelo Brasil como o Enfermeiro da Morte.

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