Amor de Mãe

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Foram quase 10 meses, isso é bem raro, já que as gestações duram apenas 9, mas esse caso foi uma exceção.

Ela não sentia dor. Ele era o bebê mais esperado desde que tentaram por 8 anos sem sucesso. Primeiro e único filho de Daniela e Mauro, ambos pela primeira vez, ambos inexperientes, sozinhos desde que eram jovens (fugiram de casa aos 15 anos e foram morar juntos), pois nenhum de seus parentes apoiava esse relacionamento.

Eles foram para o hospital estadual muito felizes, mas não contavam que, a enfermeira e o médico daquele lugar eram dois traficantes de crianças, que dopavam as mães e as induziam à cesariana.

A mãe, apesar de estar dopada com os sedativos que o médico lhe deu, acordou no meio do parto e ouviu claramente o choro vital do seu bebê. Ficou animada e pediu para segura-lo, mas o médico respondeu:

— Desculpe senhora. Seu bebê é um natimorto!

— NÃÃÃÃO! Eu o ouvi chorar, ele nasceu vivo, me dê meu bebê! – a mãe gritou desesperadamente.

O médico repetiu novamente:

— Senhora desculpe. Ele já nasceu morto!

Enquanto isso, a enfermeira trocava o bebê da mulher por um que já estava morto.

— Esse não é meu bebê! Tragam meu bebê! O que vocês fizeram!?

De tanto a mãe gritar, o médico e a enfermeira ficaram sem saída e tiveram a macabra ideia de mata-la injetando mais anestesia. Foi aí que o coração dela começou a parar.

Daniela sentiu claramente seu espírito desprendendo-se do seu corpo pesado e rígido.

Na sala de operações, ela conseguia perceber o momento em que seu coração lentamente parava, olhou para a janela e viu que o marido estava gritando desesperadamente.

Ela se aproximou dele e disse:

— Calma amor, estou aqui!

Ela se aproximou para toca-lo, mas sua mão trespassou o rosto dele. Ela viu o médico e a enfermeira saírem para contar as terríveis novidades para o marido.

— Sinto muito, senhor! Seu bebê nasceu morto e sua esposa não aguentou o parto e também veio a óbito – disse o médico.

O homem, louco de dor, ajoelhou-se na sala de espera e começou a chorar e gritar desesperadamente!

— Não não é verdade! Dani meu amor, porque você me deixou? E o meu filho também!

O espírito de Daniela, querendo confortá-lo, aproximou-se e disse:

— Amor, estou aqui! Nosso bebê está vivo. Eles estão mentindo pra você – mas não adiantava, pois Mauro não a ouvia.

Daniela então, decidiu procurar pelo bebê. Aproximou-se do médico e ouviu que eles montaram um teatro inteiro para que pudessem realizar o tráfico do bebê.

Daniela estava com muita raiva. Foi quando viu um tio muito querido por ela e que já havia falecido há alguns anos, que disse:

— Daniela vamos! Você não pertence mais a esse mundo, vem!

Era um caminho brilhante, onde Daniela se sentia muito calma e pacífica. Uma sensação muito bonita e que ela nunca havia experimentado.

Mas seu amor por seu filho e pelo seu marido era maior e mais forte. Ela não podia partir. Além disso, ainda sentia que seu corpo atraía seu espírito como um ímã.

Os médicos a levaram para o necrotério, mas não fizeram a autópsia, pois não lhes convinha, já que colocaram que a causa da morte foi: “Morte Natural”.

Daniela ao lado do corpo, apesar de já estar morta, sentiu que estava voltando a ele e começou a sentir-se pesada e dolorida. Então ela voltou. Seus sinais vitais voltaram e seu coração bateu novamente, mas ela não conseguia se mexer por causa da anestesia excessiva.

Lembrou de tudo: da maternidade da sala 206, das horas passadas, foi quando conseguiu recuperar a mobilidade do corpo.

Eram umas 3:40 da manhã. A polícia recebeu uma ligação anônima, mas até que eles chegasse seria tarde demais, eles já teriam levado o bebê embora.

Daniela colocou um jaleco de enfermeira que encontrou no necrotério e foi direto pra ala da maternidade.

Ela ainda andava com muita dificuldade. Foi quando viu a “suposta mãe” com uma barriga falsa e supostas dores de parto. Daniela sabia o que estava acontecendo, pois a mulher entrou no quarto e, 10 minutos depois, já estava com um bebê nos braços.

Aquele bebê era exatamente o mesmo que Daniela vira sendo tirado dela quando deu a luz. Ela fingiu ser enfermeira e, uma vez no quarto, fez perguntas à mãe. Esta ficou muito nervosa. Daniela então se ofereceu para levar o bebê ao berçário e mãe falsa recusou!

Daniela pegou o bebê e correu com todas as suas forças. Eles tentaram segurá-la, mas não conseguiram e ela subiu pelo elevador. Foi para o 10º andar e depois para o 7º, para tentar confundi-los até a chegada da polícia.

Daniela correu ao encontro de Mauro e o encontrou no corredor despedaçado, pois ele havia chorado por horas. Seus olhos estavam inchados e seu rosto estava muito vermelho. Ela gritou ao longe:

— Maurooooooo!

Ele a olhou e não se mexeu. Ele ficou petrificado, até que reagiu e ela lhe contou tudo. A polícia chegou graças ao telefonema de Daniela denunciando o tráfico de crianças.

Depois de toda uma investigação, foi provado que Mauro e Daniela eram os verdadeiros pais do bebê. O médico e a enfermeira foram condenados a 25 e 20 anos respectivamente por tráfico de crianças, o que foi agravado, pois este não tinha sido o único bebê sequestrado pelos dois.

Daniela nunca esquecerá que voltou dos mortos para salvar seu bebê, embora ninguém acredite.

Sem dúvidas, o amor de uma mãe atravessa outros mundos e vai mais além…

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