O Navio de Cruzeiro

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Há alguns anos, reservei férias em um navio de cruzeiro. Eu estava hospedado na cabine 105. Na embarcação, cada cabine tinha um beliche, então tive que compartilhar a cabine com outra pessoa. Eu nunca vi quem era meu colega de quarto, mas cheguei a ver a mala dele ao lado do guarda-roupas.

A cabine era bem pequena, mas a cama era muito confortável. A única coisa que eu tinha para reclamar era do cheiro horrível de umidade que pairava no ar. Naquela noite, quando zarpamos, eu estava cansado, então fui dormir cedo e escolhi o beliche de baixo.

No meio da noite, de repente fui despertado por um barulho alto. Ouvi um gemido estranho vindo do beliche acima de mim, então assumi que meu colega de quarto devia ter entrado na cabine enquanto eu estava dormindo. Eu não conseguia ver nada naquela escuridão.

Eu o ouvi destrancar a porta e depois passos correndo pelo corredor. Ele deixou a porta aberta a porta escancarou quando o navio subiu nas ondas. Levantei para fechá-la, depois tateei na escuridão o meu caminho de volta para a cama e fui dormir novamente.

Quando acordei de manhã, o mar estava muito agitado e o navio de cruzeiro estava indo de um lado para o outro por causa das ondas. O cheiro úmido ainda estava na sala e o clima estava extremamente frio. A vigia estava aberta e eu tive que me levantar para fechá-la. As cortinas do beliche superior estavam fechadas, então eu achei que meu colega de quarto ainda estivesse dormindo.

Me vesti e subi no convés. Quando encontrei um dos comissários, reclamei a ele de que minha cabine estava fria e muito úmida.

— Em que cabine você está hospedado? – ele perguntou.

— Cabine 105. – respondi.

Assim que eu disse isso, o comissário ficou pálido. Ele visivelmente estremeceu e olhou para mim.

— Qual é o problema? – Eu perguntei.

— Ah, nada, ele respondeu. É que todo mundo que fica naquela cabine reclama disso. Há algo de muito errado nela. Bem, eu não deveria falar sobre isso com ninguém, pois eles não querem que assustemos os passageiros.

— Do que você está falando? – eu perguntei surpreso.

O tripulante olhou por cima do ombro e abaixou a voz.

— Não quero perder meu emprego – ele sussurrou, – mas achei que você deveria saber. Nas últimas três viagens, todas as pessoas que dormiram na cabine 105 se jogaram no mar.

Dizendo isso, ele se afastou. Eu não tinha certeza se deveria levar aquilo que ele disse a sério.

Quando eu estava tomando café da manhã, o capitão desceu para me ver.

— Você viu seu colega de quarto? – ele me perguntou.

— Não, por quê? – eu respondi indagativamente.

— Ele parece ter desaparecido. Temos medo de que ele possa ter pulado no mar. – ele cochichou pra mim a fim de que ninguém ouvisse sobre o que estávamos falando.

— Então ele já é o quarto! – eu exclamei.

Quando o capitão percebeu que eu já sabia dos outros três, ele ficou bastante nervoso.

— Não mencione isso para os outros passageiros. – ele disse de forma sombria – não queremos um pânico em nossas mãos.

Naquela noite, assim que voltei para minha cabine, puxei as cortinas do beliche superior e ela estava vazio. Fiquei arrepiado ao pensar que a pessoa que dormia lá provavelmente estava morta agora. Então, tirei a roupa e deitei na minha cama para tentar dormir um pouco.

No meio da noite, fui acordado por um barulho estridente. Estava muito frio. A vigia estava aberta novamente e batia contra a parede. Saí da cama para fechá-la, mas naquele momento ouvi claramente algo se movendo atrás de mim no beliche superior.

Virei para olhar, mas estava escuro demais para que eu pudesse ver qualquer coisa. Então, ouvi um leve gemido e o sangue quase congelou em minhas veias. Com certeza tinha algo ou alguém ali.

Superando meu medo, corri para o beliche superior, abri as cortinas e apalpei o colchão. Para meu horror, minhas mãos sentiram algo, algo úmido e frio, algo que cheirava de forma horrenda a algas podres.

De repente, a coisa subiu em mim. Era como uma massa pegajosa de gosma, pesada e molhada, mas incrivelmente forte. Caí para trás e, em um instante, a porta se abriu e a coisa voou. Corri atrás dela, mas o corredor estava mal iluminado e não consegui ver nada lá.

Fiquei muito assustado naquele momento, então voltei para minha cabine e acendi as luzes. A cama de cima estava completamente encharcada de água do mar e todo o lugar fedia a algas podres. Eu estava nervoso demais para voltar a dormir, então subi no convés para tomar um pouco de ar fresco e clarear a cabeça.

O capitão estava lá e eu tentei contar a ele sobre o que eu tinha passado naquela noite.

Eu nunca tive tanto medo em toda a minha vida.

História de Terror traduzida e adaptada por Mundo Sombrio

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