Garraduende | O Duende na Garrafa de São Thomé das Letras

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Recentemente, uma moça chamada Jéssica Santos de Caxambu, Minas Gerais, adquiriu um Garraduende na cidade de São Thomé das Letras e resolveu comprá-lo para ter uma lembrança da sua viagem. Mas o que ela relata sobre a tal lembrança, é de deixar apreensivo.

Duendes

Duendes são criaturas mitológicas que aparecem em várias histórias do folclore europeu. Apesar de sua origem não ser completamente conhecida, o mais provável é que os duendes tenham surgido junto com elfos, anões e outros seres do além em lendas da mitologia celta e escandinava, em países como Inglaterra, Noruega e Suécia.

As primeiras histórias com o personagem são da Antiguidade, mas ele só recebeu esse nome no século 13, quando a palavra duende passou a constar do vocabulário espanhol. Aliás, dependendo da região de origem da história, essas criaturas assumem formas e nomes diferentes.

Nos contos medievais irlandeses do século 14 nasceu o leprechaun, um anãozinho que esconde um pote de ouro. Na obra do alquimista suíço Paracelso, no século 16, surgem os gnomos, exímios artesãos que vivem isolados nas florestas, mas na maioria dos países não há essa distinção.

Na Inglaterra

Na Inglaterra, por exemplo, todos esses personagens são chamados genericamente de goblins, na Escócia, de brownies, e em boa parte da Europa são simplesmente anões”, diz o jornalista Gilberto Schoereder, autor do livro Fadas, Duendes e Gnomos.

Na maioria dos relatos, os duendes são retratados como pequenos espíritos esverdeados e travessos, que vivem em um universo paralelo mas interferem nos destinos humanos.

Quando são bem tratados, eles ajudam nas tarefas domésticas, mas se ficam zangados podem aprontar das suas, azedando uma jarra de leite ou inventando pesadelos para atrapalhar nossos sonos. Por isso, era costume em algumas regiões da Europa deixar um prato de mingau para agradar essas criaturas ou bater três vezes na madeira para desejar-lhes boa noite.

Na Antiguidade

“Na Antiguidade, as lendas de duendes serviam para satisfazer a eterna necessidade humana de encontrar respostas para vários fenômenos inexplicáveis.

De certa maneira, esses mitos realizavam um papel que a religião ocupou nos séculos seguintes”, diz o tradutor Francis Aubert, especialista em mitologia nórdica da Universidade de São Paulo (USP).

Com o avanço do cristianismo na Europa, os duendes acabaram demonizados, identificados como anjos caídos ou pequenos diabinhos – tanto que muitos ainda são representados com chifres e rabo pontudo. Mesmo assim, as crenças milenares não desapareceram por completo. Prova disso é que até hoje, em regiões mais isoladas da Alemanha, acredita-se na lenda de que crianças que nascem com algum defeito físico são, na verdade, filhos deformados de duendes que foram trocados.

DUENDE – Espírito interesseiro

As primeiras lendas sobre duendes fazem parte do folclore celta e escandinavo num período não preciso da Antiguidade. O nome, entretanto, aparece bem depois, apenas em 1221, provavelmente como uma corruptela da expressão espanhola dueño de la casa (“dono da casa”).

É uma alusão à descrição mais comum do personagem: na maioria das histórias, o duende é um espírito, na forma de anãozinho verde, que vive dentro de casa. Se recebe um bom presente, pode até ajudar no trabalho. Quando contrariado, apronta várias travessuras.

Garraduende de São Thomé das Letras-MG

Nada mais é que um Duende na garrafa.

Eventualmente, o Garraduende é companheiro, devoto, dedicado e amoroso.

Recentemente, uma moça chamada Jéssica Santos de Caxambu, Minas Gerais, adquiriu um Garraduende na cidade de São Thomé das Letras e resolveu comprá-lo para ter uma lembrança da sua viagem. Mas o que ela relata sobre a tal lembrança, é de deixar apreensivo.

Confira:

Meu nome é Jéssica e estou aqui para falar uma parada muito doida que aconteceu comigo. Desde que meu tio disse essa frase pela primeira vez em um churrasco de família, fiquei imaginando o que ele queria dizer com isso e junto com essa curiosidade nasceu também uma imensa vontade de visitar essa tão mística cidade. São Thomé das Letras!

Depois de muito tempo, com afazeres da vida consegui finalmente reservar um espaço na agenda e visitar a cidade.

No caminho de volta, entrei em uma lojinha de bugigangas e afins pois. Por mais decepcionante que a viagem foi em alguns aspectos com todo aquele verde e aquelas povo joia ou esquisito (dependendo de quem vê) gostei da cidade, então queria levar uma lembrancinha comigo.

Assim que entrei na loja meus olhos foram atraídos diretamente para ele, ignorando tudo mais que havia ali, o Epaminondas. Estranho como assim que eu o vi esse nome já me veio a mente. Aquele serzinho enclausurado dentro daquela garrafa de vidro ornamentada com um saquinho de estopa e um laço. Senti-me atraída por ele. Não pensei duas vezes. Peguei-o, levei até o caixa e paguei.

As coisas já começaram a ficar estranhas no mesmo dia. Cheguei em casa e deixei o “Epa” (coloquei esse apelido nele) na mesa da sala. Fui para o quarto e deixei minha mala e quando voltei para sala, a garrafa estava caída na mesa. Achei que eu tinha derrubado e não dei muita importância. Arrumei um lugar bem bacana para ele na rack, ajeitei os outros bonequinhos e para o lado e centralizei ele virado para mim e ele ficou lá o resto do dia.

Aquela noite foi estranha. Lembro de ter sonhado com o Epa. Ele estava se movendo dentro da garrafa, girando como um pequeno furacão, que logo parava. O Epa olhava para mim com cara de bravo e dizia “-Abra, abra a garrafa”.

Na manhã seguinte, ainda impressionada pelo sonho (ou pesadelo), fui direto para sala e quando vi que o Epa ainda estava lá! Ufa! Foi apenas um sonho! Até então tudo normal, a não ser pelo fato de que aquele duende estava de costas. Estranhei e inocentemente virei a garrafa para posicioná-lo de frente, até que me dei conta que o enfeite que fica na frente sumiu. Achei por um momento que tinha caído e, quando peguei a garrafa nas mãos, senti que o enfeite estava lá. Nesse momento me dei conta que o Epaminondas tinha, de alguma forma, virado dentro da garrafa! Aquele Garraduende estava brincando comigo!

Assim se seguiu, durante as semanas seguintes. Virava e mexia, lá ia eu virar a garrafa pois o duende estava de costas. Não dei muita importância a isso, pois lembro de ver uma vez uma estátua num museu que se virava sozinha. Depois descobriu-se que o local onde a estátua ficava tremia toda vez que um veículo de grande porta passava na frente do museu. Achei que estava acontecendo a mesma coisa com o Epa. O que me incomodava de vez em quando, era aquele mesmo sonho do Epa pedindo para que eu abrisse garrafa.

Na noite do 7º dia que o Epa chegou em casa, lembro de voltar a ter aquele sonho novamente. Mas, o início foi igual até o momento em que ele me pedia para abrir a garrafa, só que ao invés dele falar “Abra, abra a garrafa” a rolha da garrafa saia, o duende simplesmente sumia e uma gargalhada sinistra se propagava no ar. Levantei no meio da noite, assustada. Mas minha vontade era de me esconder debaixo das cobertas, mas te pergunto – Eu segui minha vontade? Não né! – Fui até a sala e para minha tranquilidade ele estava lá na garrafa, de costas, mas na garrafa. Voltei a dormir.

Depois desse 7º dia, os pesadelos que antes eram esporádicos tornaram-se diários. Acordava todas as noites assustada e nas últimas comecei a acordar suando foi quando percebi que a garrafa do Epa também começou a “suar”. Sim havia condensação na garrafa do Epa! Não sei como aconteceu! Pode ser que a garrafa não estava tão bem lacrada mas  não aconteceu antes porquê?

O Epa já estava a quase um mês em casa. Foi quando escutei durante o dia aquilo que eu só escutava em meus sonhos “Abra, abra…”. Pode até ser que eu estivesse escutando alguém na rua, mas não com aquela entonação, não com aquela voz e não com aquele medo que essa frase me causou até agora. Assim, me irritei com aquele medo que eu sentia. Com as noites que acordei assustada que não consegui dormir. Criei coragem, peguei o Epa nas mãos e tirei aquela maldita rolha!

Nunca mais tive pesadelos.

Garraduende em Galeria

É claro que isso não passa de uma história. Mas você sabe quem é a pessoa que está por trás da criação desses “serezinhos”?

Então, conheça a Lu, criadora do Garraduende e Amorduende de São Thomé das Letras – Minas Gerais!

Veja o Vídeo

Onde Comprar

Então, você pode adquirir o seu Garraduende na própria página da Criadora de São Thomé das Letras:

Casa dos Duendes

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