Histórias Verdadeiras de Telefonemas dos Mortos

Hoje em dia é muito fácil falar com as pessoas em qualquer parte do mundo utilizando ligações telefônicas. Mas e quando essas ligações vêm do Além-vida? Telefonemas dos Mortos

Um telefonema de um familiar nunca seria, normalmente, associado com o sobrenatural, mas ao longo dos anos, houve muitos relatos de fantasmas ligando para as pessoas do além-vida, e esse é o tema desta coleção de relatos sobrenaturais estranhos mas verdadeiros: Telefonemas dos Mortos.

Telefonemas dos Mortos

A Avó

Em 1969, um rockeiro de Nova Jersey conhecido como Karl Uphoff recebeu um telefonema de sua avó; nada estranho sobre isso você pode até pensar, mas a avó de Karl tinha morrido 2 dias antes. Karl tinha 18 anos na época do telefonema sobrenatural. Sempre houve um vínculo especial entre ele e sua avó, que era surda. Ela costumava ligar para os amigos do neto e perguntar: “Karl está aí?”, mas como ela sabia que não seria capaz de ouvir a resposta, ela então dizia: “Diga a ele para voltar para casa logo.” Os amigos de Karl sempre se irritavam com as constantes ligações da velha surda, e costumavam dizer ao amigo que ele não deveria ter dado seus números de telefone à avó dele.

Um dia, a avó de Karl morreu e o adolescente estava naturalmente muito triste, mas ele não tinha inclinações para o espiritismo, e claramente nunca mais esperava ouvir sua avó novamente. Mas Karl estava errado. Certa noite, em 1969, Karl estava com seus amigos no porão de um apartamento em Montclair, Nova Jersey, quando a mãe de seu amigo desceu e disse que alguém estava ao telefone procurando por ele. Assim que Karl subiu, ele atendeu a chamada e percebeu que estava falando com sua avó, que tinha morrido recentemente. Antes que ele pudesse perguntar como que ela conseguia falar com ele mesmo estando morta, a mulher desligou. Muitas outras chamadas aconteceram, mas todas as vezes que ele perguntava à ela como ela estava ligando do além-vida, ou como era o “outro lado”, a velha desligava. No final, as chamadas pararam, mas Karl sentiu que sua avó ainda estava cuidando dele.

A Prima

Um telefonema mais arrepiante do além-túmulo presumivelmente ocorreu em Wilmslow, Cheshire em 1977, quando uma jovem conhecida como Mary Meredith recebeu uma ligação em sua casa de sua prima Shirley em Manchester. Mary estremeceu quando ouviu a voz de Shirley durante uma ligação que falhava bastante pois, minutos antes, Mary havia recebido um telefonema de sua tia contando à ela sobre a trágica morte de Shirley em um acidente de carro apenas uma hora atrás. Novamente, antes que a remetente fantasma pudesse ser interrogada, ela desligou.

O Avô

Em 1995, uma estação de rádio em Liverpool, Inglaterra, apresentava um médium chamado James Byrne que vinha a um programa telefônico toda semana. Byrne era um médium que dizia que podia transmitir mensagens do outro mundo, e era um convidado muito popular. Na verdade, ele era tão popular, que os telefones não paravam de tocar quando o quadro estava no ar.

Uma mulher chamada Sra. Wilson de Ellesmere Port ligou para a estação de rádio, desesperada para entrar em contato com James Byrne porque seu avô tinha morrido há um ano e ela queria saber se ele tinha alguma mensagem para ela. Infelizmente, a Sra. Wilson não conseguiu chegar ao médium porque as linhas estavam congestionadas, e então ela apenas sentou-se e ficou ouvindo o Sr. Byrne no programa de rádio.

Por volta das 22 horas daquela noite, quando o programa de notícias News At Ten estava começando, o telefone da Sra. Wilson tocou. A mulher atendeu ao chamado, e uma voz familiar, mas distante, disse: “Olha amor, estou bem. É ótimo aqui. Estou com sua avó e todas as outras pessoas legais que passaram por nossas vidas.”

A Sra. Wilson ficou naturalmente espantada, pois ela reconheceu que o interlocutor era seu falecido avô. “Vovô – é você?”, Ela murmurou. As pernas dela estavam fracas.

“Sim, amor. Agora ouça: pare de viver no passado. Vá em frente. Ainda estou por aí olhando por você. Eu tenho que ir agora amor. Dê meu amor às crianças.” A voz do velho foi desaparecendo até que a Sra. Wilson passou a ouvir apenas as interferências da linha telefônica.

A Sra. Wilson se perguntou se alguém estava fazendo uma piada doentia, então ela ligou para o telefone para pegar o número do interlocutor. Mas a voz automatizada na linha citou o próprio número da Sra. Wilson. Em outras palavras, a chamada tinha se originado de seu próprio telefone. A Sra. Wilson não tinha mais dúvidas, e estava convencida de que seu avô a tinha chamado do além-túmulo para avisá-la que ele estava bem.

A Velha Enid

No final da década de 1980, uma mulher de Manchester na Inglaterra chamada Sadie perdeu o marido em circunstâncias trágicas. Ele deixou uma quantia considerável de dinheiro em seu testamento, e Sadie e sua filha de 7 anos, Abigail, posteriormente se mudaram para uma graciosa casa de campo nos arredores de Sandbach. O proprietário pediu uma quantia modesta como depósito na casa de campo, e Sadie se perguntou por que o aluguel era tão baixo em uma residência rústica tão desejável.

Ela e Abigail deram no lugar empoeirado uma boa limpeza de primavera, e mais tarde a decoraram a seus gostos. Sadie se apaixonou pelo tranquilo jardim no quintal, que tinha um salgueiro triste no meio de seu gramado negligenciado. Três meses depois de se mudar para a casa de campo de Cheshire, Abigail disse animadamente à mãe em uma noite de dezembro que ela tinha acabado de ver “uma velha gentil” com um longo vestido preto em pé sob o salgueiro, sorrindo para ela. Abigail disse que a mulher acenou para ela uma vez e desapareceu.

Abigail era uma criança calma e honesta que não tinha o hábito de imaginar coisas e bordar histórias fantasiosas, então Sadie ficou um pouco nervosa com a história de sua filha sobre a mulher fantasmagórica. No entanto, não houve mais avistamentos do fantasma, embora muitas coisas estranhas passaram a acontecer na casa de campo pouco tempo depois.

Uma noite, Abigail disse que se sentia tonta. Sadie colocou sua filha na cama mais cedo do que o normal e supôs que a menina estava muito cansada, pois ela tinha ajudado no jardim, retirando as ervas daninhas das outras plantas. Sadie decidiu ela iria dormir mais cedo também, e se retirou para seu quarto com um livro. Uma hora se passou quando houve uma batida na porta da casa. Sadie ficou naturalmente alarmada e se perguntou quem poderia estar batendo na porta às 23h. Ela desceu para o corredor com seus chinelos e pijamas e muito nervosa perguntou quem estava lá.

Um homem de voz grossa e calma respondeu que ele era um médico e que ele tinha sido chamado para examinar uma garota chamada Abigail.

Sadie destrancou a porta e abriu-a. Um homem alto de cabelos grisalhos estava na porta carregando uma maleta. Ele olhou para um cartão na mão e disse: “Você é Sadie?” e aparentemente sabia o sobrenome de Sadie.

Sadie explicou que não o tinha chamado, mas convidou o médico para dentro de casa de qualquer maneira. Ela o levou para o quarto da Abigail e o médico fez um exame rápido na criança. Ele apontou a erupção cutânea nos braços de Abigail e disse a Sadie que parecia que a menina tinha os sintomas de meningite. O médico levou a menina e sua mãe chocada para o hospital onde Abigail foi diagnosticada positivamente como sofrendo da condição potencialmente fatal. Como a doença foi pega em seus estágios iniciais, os antibióticos e outros medicamentos felizmente a fizeram superar a condição de risco de vida.

Mas quem tinha contatado o médico para que fosse examinar Abigail? Sadie estava muito confusa com esse mistério. Na época nem se atentou a procurar por respostas para isso, mas algo aconteceu tempos depois e lhe deu uma ideia de quem teria sido o ajudante misterioso.

Em 1989, um belo homem de meia-idade ligou para a casa de Sadie. Ele disse que seu carro tinha ficado sem gasolina e ele perguntou à viúva se ela poderia emprestar-lhe algum dinheiro para que ele pudesse ir e encher sua lata no posto de gasolina no final da estrada. O homem se ofereceu para deixar um relógio caro como garantia e prometeu que voltaria mais tarde para pagar Sadie. Ela gentilmente deu ao homem de aparência sincera uma nota de cinco libras e ele pareceu muito grato. O homem foi até o posto de gasolina com sua lata e encheu-a com gasolina, depois voltou para seu Ford Fiesta, que estava estacionado em uma rua perto da casa de Sadie.

Quando o homem esvaziou a lata de gasolina no tanque de combustível do Fiesta, ele foi até a cabana para avisar à mulher que tudo dera certo. O homem disse que partiria imediatamente para pegar o dinheiro que devia à ela, e embora Sadie lhe dissesse que não seria necessário, o homem foi embora. Ele voltou cerca de seis horas naquela mesma noite com um monte de cravos e o dinheiro que ele devia a Sadie. Quando ela aceitou as rosas, o homem beijou sua mão e depois se virou, pronto para ir embora. Sadie de repente disse-lhe: “Espere, mas você não está esquecendo o seu relógio de pulso?”

O homem disse “Oh sim”, e caminhou de volta pelo caminho até ela.

Sadie disse ao homem: “Entre e tome uma xícara de chá comigo.”

Já fazia algum tempo desde que Sadie teve uma companhia masculina, e ela achou o homem atraente. Durante uma xícara de chá ele disse à ela que era de Middlewich e que seu nome era Tim. No decorrer da longa conversa que se estendeu até as 21h, Tim disse que a mulher com quem ele se firmou por quatro anos o havia deixado recentemente por outra pessoa, e que agora ele estava cauteloso em se envolver com o sexo oposto novamente. Sadie o aconselhou a não se tornar um recluso por causa de suas experiências com uma garota, e insinuou que ela ainda estava procurando por alguém também. Sadie tinha quase quarenta anos, mas parecia cerca de trinta e cinco. Tim disse ter 26 anos. Sadie pensou que a diferença de idade entre eles não era muito grande, e ela e Tim terminaram o bate-papo naquela noite trocando números de telefone.

Dois dias depois, Sadie telefonou para Tim, mas a ligação não foi completada. Ela se perguntou se o jovem tinha lhe dado um número errado apenas para acalmá-la. Ela não sabia o que pensar, mas esperava ver ou ouvir o Tim de novo. Alguns dias depois, o telefone na casa da Sadie começou a tocar. Abigail pegou primeiro enquanto Sadie corria em direção à ela. A garota disse: “É para você, mãe.”

Sadie pegou o telefone e disse: “Olá?”

Não era o Tim. Era a voz de uma velha, e ela disse coisas horríveis sobre Tim de Middlewich. Ela disse que ele era um garotão e um trapaceiro que sabia sobre a grande quantidade de dinheiro que tinha sido deixado para Sadie por seu falecido marido.

Sadie ficou chocada com as alegações e um pouco de coração partido. Ela pediu ao interlocutor para se identificar, e a velha disse a Sadie que logo ela saberia essa resposta pelo proprietário da casa. Tim fez outra visita a Sadie uma noite de domingo na semana seguinte. Desta vez ele trouxe mais flores e uma garrafa de vinho para a casa de campo. Sadie perguntou a Tim sobre o estranho telefonema que ela recebeu e o que a velha anônima tinha dito. Quando Tim soube das alegações do interlocutor sobre ele ser um bigamista e um vigarista, o jovem de repente se levantou, colocou seu casaco, e saiu da casa sem dizer uma palavra. Sadie nunca mais falou com o rapaz, e vários meses depois ela soube por um vizinho que Tim era um personagem bastante obscuro que tinha passado seis meses na prisão por fraude. Também havia rumores de que ele tinha duas esposas; um em Crewe e outro em Chester. Ele também estava atualmente vivendo com uma amante em Middlewich.

Quando o dono da cabana de Sadie a visitou um dia, ela contou a ele sobre a velha misteriosa que telefonou com suas estranhas denúncias. O proprietário pareceu muito nervoso de repente. Sadie disse a ele que a velha estranha da ligação tinha dito que o proprietário sabia sua identidade.

No final, o proprietário disse que os ocupantes anteriores na casa de campo de Sandbach haviam relatado ter visto o fantasma de uma velha. Os antigos inquilinos também lhe contaram sobre ligações assustadoras de uma velha que lhes deu conselhos e avisos. O proprietário disse que inicialmente achava que as histórias eram apenas exageros e desculpas para saírem sem pagar o aluguel. Sadie prometeu ao proprietário que não se mudaria porque considerava o fantasma como útil e inofensivo. O proprietário então disse a Sadie que uma velha solitária chamada Enid tinha morrido na casa de campo cinco anos atrás.

Ela tinha vivido na casa de campo por cerca de vinte anos, e era uma espécie de reclusa. Havia rumores de que ela tinha sido traída em sua juventude e nunca tinha se envolvido com homens novamente. A única coisa pela qual ela presava demais era o jardim dos fundos. Uma tarde ela foi encontrada morta sob o pé do salgueiro no jardim que ela tinha tão carinhosamente cuidado. O legista determinou que Enid tinha morrido de um derrame fulminante, mas em poucos meses, os novos inquilinos da casa relataram ter visto o espectro de uma idosa atravessando o gramado no jardim dos fundos em uma noite iluminada pela lua. O proprietário confessou que ele também já havia vislumbrado a sombra da velha Enid durante uma noite de inverno. Ele a viu deslizar pelo gramado coberto de neve, mas quando foi investigar, não viu pegadas na neve recém caída.

O fantasma não telefona há algum tempo, mas sempre que o telefone toca, Sadie muitas vezes se pergunta se é Enid quem está ligando. Sadie não encontrou um outro homem e embora Abigail agora esteja casada, sua mãe não se sente sozinha, pois ela sabe que Enid está sempre por perto em algum lugar da casa.

Você está esperando por algum telefonema hoje à noite? …

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