Suzane Von Richthofen

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Suzane Von Richthofen (Suzane Louise Freiin von Richthofen, nascida em 3 de novembro de 1983) é uma brasileira que assassinou seus próprios pais em 31 de outubro de 2002 com a ajuda do namorado e do irmão dele. Ela foi julgada em São Paulo em julho de 2006 e foi condenada a 40 anos de prisão.

Histórico e início da vida

Nascida em São Paulo, Suzane é filha do engenheiro alemão Manfred Albert Freiherr von Richthofen, e de sua esposa, Marisia von Richthofen (nascida Marísia Abdalla), brasileira de ascendência libanesa.

Seu pai trabalhava como diretor da Companhia Estadual de Desenvolvimento Rodoviário de São Paulo e sua mãe era psiquiatra. Suzane tem um irmão mais novo, Andreas Freiherr von Richthofen, nascido em 1987. Seu pai alegou ser sobrinho-neto de Manfred von Richthofen, piloto de guerra alemão da Primeira Guerra Mundial, mas isso ainda é contestado; a família alemã von Richthofen nega qualquer ligação com eles.

Após se formar em um Colégio Alemão, Suzane estudou Direito na Pontifície Universidade Católica. Ela foi descrita como feliz, mas um pouco tímida. Suzane era conhecida por ter uma boa relação com seus pais e seu irmão. No verão de 1999, ela começou a praticar Jiu-Jitsu brasileiro e foi aí que conheceu Daniel Cravinhos de Paula e Silva, que se tornou seu namorado e cúmplice do assassinato.

Assassinato

Na madrugada de 31 de outubro de 2002, Suzane von Richthofen, que havia planejado o assassinato de seus pais por meses, verificou se eles já estavam dormindo, então desligou o sistema de alarme da propriedade e abriu a porta para seu namorado de 21 anos, Daniel Cravinhos e seu irmão, Christian Cravinhos, de 26 anos, que esperavam do lado de fora.

Os irmãos Cravinhos subiram ao quarto dos pais e os acertaram com paus de ferro antes de estrangulá-los com toalhas. Suzane estava esperando na sala lá embaixo. Depois que o assassinato foi realizado, os três jovens simularam uma invasão embolsando todo o dinheiro que encontraram, espalhando papeis na biblioteca e criando uma bagunça na casa.

Depois que foram embora, Suzane Von Richthofen e Daniel foram para um motel e Christian foi a um restaurante de fast-food. No início da manhã, Suzane Von Richthofen e Daniel pegaram seu irmão mais novo, Andreas, então com 15 anos, em um Cyber Café e foram para casa, onde “descobriram” o crime, logo chamaram a polícia e contaram sua versão da história.

Os investigadores, no entanto, duvidaram de que tivesse sido um crime de roubo e pensaram em alguém que fosse mais familiar às vítimas, logo começaram a questionar as crianças e os funcionários da família Richthofen. O que os deixou desconfiados não foi apenas a cena do crime, com o sistema de alarme desligado e os papeis espalhados com muita regularidade, como se por projeto, mas também a frieza extraordinária de Suzane, que foi vista na piscina da casa com Daniel no dia seguinte ao assassinato, e que comemorou seu aniversário de 19 anos com amigos poucas horas após o enterro dos pais.

Os investigadores concentraram sua atenção em Suzane Von Richthofen e seu namorado e começaram a segui-los. A pista responsável pela prisão veio com Christian Cravinhos, que havia comprado uma moto poucos dias depois e pago em dinheiro em notas de 100 dólares. Alguns dias depois, em 9 de novembro de 2002, ele foi preso, assim como seu irmão e Suzane, que logo confessou o assassinato. Suzane foi libertada da prisão em maio de 2005, quando o Supremo Tribunal de Justiça concedeu seu habeas corpus. Ela então aguardava seu julgamento em prisão domiciliar.

Os Motivos de Suzane Von Richthofen

Os pais de Suzane, que a princípio permitiam sua relação com Daniel Cravinhos, mudaram de opinião quando descobriram que ele usava maconha quase que diariamente. Além disso, sua formação de classe baixa e sua relutância em trabalhar ou frequentar a escola causaram seu desentendimento.

Em julho de 2002, seus pais estavam de férias, então Daniel foi morar com as crianças por um mês, para deleite de Suzane. Quando os pais voltaram para casa, Suzane Von Richthofen sugeriu que ela comprasse um apartamento onde ela pudesse morar com Daniel, mas seu pai recusou, dizendo que ela poderia fazer o que quisesse apenas se ganhasse o próprio dinheiro. Dessa forma, ela continuou se encontrando Daniel secretamente. Suzane alegou que fez tudo por amor, por medo de que Daniel a deixasse se os pais não fossem mortos. Seu advogado, Denivaldo Barni, disse que Suzane não tinha motivo algum, mas foi forçada ao crime por Daniel, a quem adorava como um deus.

Outra parte do motivo pode ter sido a riqueza dos pais, estimada em cerca de 17 milhões de dólares, que Suzane herdaria em caso de morte dos pais. Como disse o promotor Roberto Tardelli, Suzane queria “colocar as mãos no dinheiro e nos bens que seus pais trabalharam tanto para conseguir”, ela “queria sua liberdade e independência sem ter que trabalhar para isso”. Em julgamento, Daniel Cravinhos alegou que Suzane tinha sido fisicamente violada pelo pai, o que ela e seu irmão Andreas Von Richthofen negam. Também foi alegado que os pais Richthofen eram alcoólatras, mas na autópsia nenhum álcool foi detectado em seus corpos.

Julgamento

Em 5 de junho de 2006, Suzane Von Richthofen, juntamente com os Cravinhos, foi julgada em São Paulo por homicídio qualificado, o equivalente a Assassinato em Primeiro Grau na justiça brasileira. O julgamento foi adiado e finalmente começou em 17 de julho. No julgamento, Suzane culpou Daniel Cravinhos por tudo, enquanto os irmãos Cravinhos alegaram que agiram de acordo com o desejo da moça. O promotor Roberto Tardelli, no entanto, chamou Suzane de “mentora” do crime. Roberto Tardelli pediu 50 anos de prisão para cada um dos três réus. Ela foi descrita como “personificação da loira má“.

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Suzane Von Richthofen

Em 22 de julho de 2006, Suzane Von Richthofen foi condenada a 40 anos de prisão pelo crime. Daniel Cravinhos recebeu a mesma sentença e seu irmão Christian foi condenado a 38 anos por conspiração.

Desde abril de 2007, ela está sob custódia em um presídio feminino fora de São Paulo.

Atenção pública brasileira

O caso gerou atenção significativa da mídia no Brasil devido ao forte contraste entre o crime brutal e a personalidade da filha. Enquanto os irmãos Cravinhos se encaixavam no esquema dos assassinos sem educação, desempregados e viciados em drogas, isso não era verdade para Suzane: ela era uma garota bonita, loira de uma família de classe média alta de ascendência alemã e libanesa, bem comportada, sempre indo bem na escola, falando três línguas estrangeiras e fazendo balé. O contraste entre sua educação abastada e a crueldade do crime chocou o país.

Além disso, à medida que surgiu a discussão no público brasileiro sobre o valor dos valores familiares e os efeitos da educação, a questão sobre se Suzane era a mente maligna por trás do crime ou apenas a ferramenta de Daniel também foi fortemente discutida. Muitas pessoas que inicialmente estavam emocionalmente do lado de Suzane, mudaram de opinião quando uma entrevista na TV foi exibida. Antes da entrevista, quando as câmeras já estavam ligadas, ela foi instruída para a entrevista pelo advogado.

Ele disse-lhe para gritar alto durante a transmissão, para criar simpatia pública. No resultado, no entanto, a entrevista foi uma grande explosão para sua credibilidade. No tribunal, Suzane ainda era muito legal, enquanto os irmãos Cravinhos choravam a maior parte do tempo. Em uma ocasião, ela até começou a rir. Um correspondente tentou explicar Suzane através da teoria de Hannah Arendt sobre a “Banalidade do Mal”.

Os Filmes sobre o Caso

‘A menina que matou os pais’ e ‘O menino que matou meus pais’ são os filmes que retratam como todo o caso aconteceu. O primeiro, conta a história da visão de Suzane, já o segundo, de Daniel Cravinhos.

Trailer

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