Fantasma da Torre

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Quando um relógio em uma torre de uma Catedral em São Paulo falha em sua inauguração, o mecânico responsável tem um fim trágico e os acontecimentos seguintes são devastadores.

O dia da grande inauguração do relógio da torre da catedral. Uma cerimônia linda com todas as pompas possíveis, autoridades de São Paulo estavam a prestigiar tal acontecimento, jornais de todo o país como manchete o dia 18 de maio de 1955.

Nos bastidores um dos maiores responsáveis por tal acontecimento era o mecânico Windsor que foi responsável pela instalação do enorme relógio. Sua dedicação pelo relógio era algo que chamava atenção de todos os outros funcionários da torre da catedral, era uma coisa muito possessiva até certo ponto estranha.

No dia da grande inauguração o mecânico Windsor estava eufórico, pois seria ele a puxar a alavanca que faria o enorme relógio funcionar. Windsor estava com seu terno impecável para o evento. A alavanca do relógio teria que ser puxada exatamente às 12:00. Assim faltando 20 minutos ele se dirigiu ao topo da torre.

Ele chega, e lá do topo da torre vê a multidão presente para prestigiar o evento, faltava um minuto para que Windsor fizesse acontecer o momento que toda São Paulo estava esperando, mas algo deu errado.

O mecânico no momento exato puxa a alavanca e percebe que a mesma está emperrada, ele olha e nota que um grande parafuso foi colocado de um modo a sabotar o evento.

Com grande desespero ele tenta retirar o parafuso, mas todas as suas tentativas não surtiram efeito e pela fresta da pequena janela de madeira o mecânico podia ver a inquietação em que todos estavam.

Estava acontecendo um pesadelo, um fiasco nacional ou até mundial, o mecânico Windsor estava no momento mais terrível de sua vida.

E não demorou muito para uma vaia ecoar em frente ao grande relógio e o mecânico, vendo todo aquele vexame, sabia que abalaria ainda mais aquela tarde em São Paulo.

De repente…

Diante de tal vexame vendo que sua carreira estaria arruinada, o mecânico totalmente descontrolado vai até a pequena janela do lado direito da torre e, em um ato de desespero, se joga! O pobre mecânico viu que só o suicídio seria a saída para sua agonia.

A manchete do principal jornal de são paulo era: “Mecânico se suicida e relógio não funciona.”

Foi uma cena de horror! O mecânico se jogou do alto da torre e seu corpo se espatifou no meio da multidão, foi sem dúvida a cena mais estarrecedora que São Paulo viu.

Todos ficaram horrorizados com a tragédia, a cidade ficou três dias de luto, os policiais na época encontraram o parafuso que engripou a alavanca, mas nunca descobriram o causador da sabotagem e irresponsabilidade do acontecido.

2 meses depois

Depois de muitos interrogatórios mal sucedidos, os policiais desistem de achar o culpado, na verdade, muitas pessoas estavam por dentro do mistério da sabotagem.

O mecânico por ser um homem extremamente perfeccionista, ganhou inúmeros desafetos entre os funcionários da catedral, e um deles era o também mecânico de manutenção João, que depois da tragédia ficou responsável pela manutenção do relógio, começava assim um grande mistério na torre da catedral.

Em um dia de muito frio, João como sempre fez, subiu no topo da torre para se abrigar, e passar a hora de seu turno sem ser percebido, era um péssimo funcionário, desleixado e sem nenhum comprometimento com suas funções, era o oposto de Windsor.

Mas a obsessão pelo relógio ainda prendia o espírito do mecânico naquele local, na verdade, ele estava querendo vingança, a morte de todos aqueles que em vida lhe quiseram mal.

João, como sempre, no topo da torre fazia uma pequena fogueira no assoalho de madeira sem se importar com tamanho perigo que estava correndo, mas naquela noite de muito frio ele iria receber uma visita não esperada.

Era por volta das 21:00, já a apenas (duas) horas de terminar seu turno, ele estava a pensar justamente na atitude do mecânico Windsor.

É inacreditável o que o idiota do Windsor fez! Se matar por essa droga de relógio, só um louco como ele pra fazer isso!

De repente João olha para trás da pequena fogueira… e vê o espírito do mecânico Windsor.

Meu Deus o que é isso! Pare por favor! Eu não tive culpa não, não…!

Mais uma vez a torre da catedral virava manchete no mundo inteiro: “Mistério da torre da catedral! Corpo achado nas engrenagens do grande relógio.”

Era João com seu corpo esmagado entre as enormes engrenagens do relógio. O corpo só foi percebido pois o relógio parou marcando 21:56. Na manhã seguinte, outros funcionários da catedral ao verificarem o que estava causando o atraso, viram João em pedacinhos. Outra coisa deixou todos inquietos, era um vaso, sim! Um vaso com lindas flores bem no banquinho que Windsor costumava sentar pra fazer suas manutenções.

O pânico tomou conta não só dos funcionários, mas de toda a cidade, eram bizarras as mortes na torre, em apenas três dias três pessoas morreram e outras duas foram hospitalizadas.

Diante de tanta repercussão, o padre com os cardeais resolveram fechar o acesso à torre até que se descobrisse o que estava causando as mortes, mas o padre não imaginava que a ideia de desligar o relógio causaria sua ruína.

Com a decisão de isolar o topo da torre, o relógio dá suas últimas badaladas (12:00), o padre proibiu todos os funcionários a se aproximarem da porta da torre, ele queria que apenas os investigadores subissem, mas algo de muito estranho aconteceu.

18:00 como de costume o sino da catedral bateu, mostrando que o relógio estava ainda funcionando, mas como?

Ele sai furioso de sua sala conversando com cada um dos funcionários presentes, mas todos diziam a mesma coisa que “o relógio estava desligado“.

O padre então saiu da catedral, queria ver com seus próprios olhos os ponteiros.

Santo Deus! O relógio está trabalhando, mas como? Quem fez isso?

O padre jamais imaginaria que o relógio teria para sempre o seu próprio protetor e, vendo que o relógio estava ainda trabalhando, o padre com seu temperamento forte resolve subir a torre.

Eu mesmo vou desligar aquele relógio! Esses funcionários preguiçosos não fizeram o que eu pedi.

Ele entra na torre e, com passos fortes, sobe a enorme escada, mas antes de chegar ao topo…

O padre sobe a escadaria na intenção de desligar o relógio, de maneira nenhuma ele poderia estar funcionando, desde o dia da mal sucedida inauguração só problemas chegavam na catedral e o padre estava convicto que ele não mais iria funcionar.

Mas sua convicção o cegou, por algum momento ele esqueceu de ser um padre e agiu como pessoa comum e não percebeu os sinais.

Quando estava no meio da escadaria ele deu um tropeço e caiu de joelhos machucando seu pé esquerdo, se estivesse calmo e com a cabeça no lugar poderia entender o recado de não mais prosseguir, mas o padre estava com raiva.

Que porcaria! Esses degraus estão quebrados! O que esses funcionários fazem aqui o dia todo?!

Sua raiva o impediu de perceber o primeiro sinal. Um pouco mais a frente como mágica, uma enorme pomba branca passou em sua frente! Um claro sinal, mas a raiva do padre o cegou mais uma vez.

Olha só! Até pombos estão entrando aqui! Definitivamente esses funcionários não estão fazendo nada, devem vagabundear o dia inteiro.

Era o segundo sinal dado ao padre para não mais prosseguir. Antes de chegar ao topo da torre o padre sentiu uma leve tontura, viu sua vista escurecer. Ele sentou no último patamar da escadaria, mas dessa vez não culpou os funcionários.

Que tontura! Subi muito rápido, mas agora falta pouco pra eu desligar esse relógio.

O terceiro e último aviso tinha sido dado ao padre que com seu coração endurecido não pôde perceber, e finalmente ele chegou no topo da torre, passou pela pequena porta da sala de máquinas, mas antes que chegasse ao painel de força, eis que…

O padre vai em direção ao painel de força na intenção de desligar a energia, mas escuta uma voz que lhe é familiar.

Está mudado padre! Não percebeu seu anjo da guarda lhe avisar por três vezes?

O padre se apavorou, era visível só ele estava na sala de máquinas então de onde vinha aquela voz, que lhe pareceu familiar.

Meu Deus! É você Windsor?

O padre ficou apavorado porque não podia acreditar que estava ouvindo a voz do mecânico morto! Ele tenta correr para fora da sala de máquinas.

Os jornais no dia seguinte: “A torre amaldiçoada faz mais uma vítima.”

Já não era apenas um mistério que intrigava os brasileiros, o medo pairou chegando ao Vaticano! Dessa vez um padre tinha sido assassinado e mais uma vez no topo da torre da catedral.

Os legistas confirmaram que o padre morreu com um ataque fulminante do coração, possivelmente acarretado por um susto repentino, mas desta vez um recado estava escrito em uma folha de papel ao lado do padre, o recado dizia.

Não desligue o relógio

Os investigadores da cidade de São Paulo tinham um quebra cabeça o qual não sabiam desvendar.

Mediante aos comentários por toda a Europa, uma comitiva do Vaticano foi enviada a São Paulo para desvendar o mistério, com policiais, padres, investigadores, tudo para esclarecer as mortes na torre, boatos corriam que o local estava amaldiçoado e isso era péssimo para a igreja católica.

Mas um bispo italiano chamado Giuseppe, teve a pior das ideias contrariando o recado que dizia para não desligar o relógio.

Giuseppe logo ao chegar na catedral pede para que o levem ao topo da torre! Mesmo sendo aconselhado a não fazê-lo, o bispo foi com a mesma prepotência do padre, sobe ao topo da torre acompanhado de mais 3 autoridades do Vaticano. Mas dessa vez sem interferência o relógio foi desligado.

Logo em seguida funcionários chegam para desmontar o relógio e assim o fazem, de peça em peça retiram todas as partes do relógio deixando na torre um imenso círculo vazio.

E diferente de todas as outras vezes, nada aconteceu! Fazendo assim o bispo e toda sua comitiva se gabar, se endeusar com tal feito.

Agora está feito! Eu, Giuseppe, autoridade do Vaticano, tranco essa torre para não mais ser usada e queimarei as peças desse maldito relógio. Eram 17:57.

Antes que Giuseppe terminasse sua fala, exatamente às 18:00 e sem nenhuma explicação, o sino bateu. O som foi tão estridente e tão insuportável que toda a comitiva italiana caiu morta no pátio da catedral.

E dia após dia, mesmo com a circunferência do relógio no alto da torre estando vazia, o sino tocava às 12:00 e às 18:00 com badaladas ensurdecedoras podendo se ouvir a quilômetros

Até que, com uma semana de profundo tormento, o prefeito mandou reconstruir o relógio com rapidez. Quando o mecânico puxou a alavanca do relógio, as badaladas voltaram ao normal, e nunca mais alguém se atreveu a desligar o relógio.

Reza a lenda que toda noite de 18 de maio um homem fica na janela da torre a olhar a cidade.

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João Damaceno Filho
Santista fervoroso, virginiano, seguidor da doutrina de Spinoza e tem três livros publicados: “Paixões Perigosas”, “Loucuras no Edifício Roma” e “O Pacto”. Parou de escrever romance porque achou um saco, e hoje só escreve contos curtos (risos). Email: [email protected] Whatsapp: (013) 99671-0521
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